domingo, 4 de janeiro de 2026

Galeria

 Galeria

Vivian Ólafsdóttir nasceu Vivian Didriksen Ólafsdóttir no dia 31 de dezembro de 1983 em Tórshavn, Ilhas Faroe. Alguns de seus filmes são: Segredo Policial (Cop Secret-2022), Operação Napoleão (Operation Napoleon-2023) e Grande Final (Grand Final-2024).

Música

 

Alimente a Vida - Los 3 Plantados 

O álbum é composto por três músicos gaúchos: Ricardo Cordeiro (King Jim), ex-Garotos da Rua; Jimi Joe, guitarrista de várias bandas, incluindo a Expresso Oriente de Júlio Reny; e Bebeto (Nunes) Alves, uma das estrelas máximas destes pagos.

O que eles têm em comum, além do talento? Receberam transplantes de fígado, rim e fígado, respectivamente. Com isso, ampliaram as suas biografias musicais Pena que Bebeto faleceu em novembro de 2022.

Fica o registro deste grande álbum.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Música

Festival - Santana 


Mais de 20 anos, o tempo que deixei esquecido, guardado junto a outros, que possivelmente estão na mesma situação (preciso dar mais atenção a eles).

Considero os três primeiros álbuns de Carlos Santana os melhores, também o Caravanserai, mas ao ouvir este disco, que é de 1º de janeiro de 1977, isto é, de quase meio século, a conclusão é simples e definitiva: ele é ótimo.

Segue o disco na íntegra:



Cinema

 Foi apenas um Acidente - Direção de Jafar Panahi

Um filmaço iraniano que conquistou a Palma de Ouro em Cannes na mais recente edição e está fazendo "carreira" no circuito dos grandes festivais de cinema. 

O diretor está exilado. É considerado inimigo do governo de seu país; isso deu uma característica fundamental aos seus filmes, e este que posto é mais um exemplo disso.

A história começa numa noite, em que Eghbal (Ebraim Azizi), sua esposa grávida e a filha, de carro, atingem um animal que afeta o funcionamento do veículo.

Desta forma, ele se obriga a buscar ajuda para resolver o contratempo. Neste contato com um jovem motociclista, ele vai receber auxílio.

O mecânico Vahid (Vahid Mobasseri), que observa à distância o diálogo entre eles, sem ser percebido, tem um pensamento terrível: desconfia que o homem é um ex-torturador, membro do governo iraniano.

Vahid, então, decide segui-lo e, num momento de distração e isolamento, golpeia-o violentamente, domina-o e vai enterrá-lo vivo.

Diante dos insistentes apelos e negativas de ser quem ele pensa que é, Vahid vacila, imobiliza-o, recoloca-o na sua van e sai atrás de pessoas que, assim como ele, foram torturadas para a confirmação da identidade do pretenso carrasco.

Começa então um périplo que leva Vahid e sua "bagagem" a encontrar a fotógrafa Shiva (Mariam Afshari), a noiva Golrokh (Hadis Pakbaten) e o violento Hamid (Mohamad Ali Elyasmehr), formando um grupo que está dividido entre a certeza de se tratar de Eghbal, da sua execução sumária ou até de não sujar as mãos, o que os tornaria tão assassinos como ele.

Assim, permanece o sentimento dúbio sobre quanto a eliminação de um agente da repressão contribuirá para o combate ao coletivo de um sistema repressor.

Excelente obra, forte concorrente ao prêmio de melhor filme estrangeiro no próximo Oscar.

Produzido em 2025, possui 106 minutos. 

Segue o trailer oficial:







domingo, 28 de dezembro de 2025

Cinema

Morreu Brigitte Bardot 


Aos 91 anos, Brigitte Bardot partiu desta vida terrena. Entre muitos acertos e alguns equívocos, ela estará sempre entre as maiores estrelas do cinema de todos os tempos.
Fica a nossa homenagem a ela, cuja imagem ilustra há 15 anos este blog.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Cinema

Le Dernier Souffle - Costa-Gavras 

Em dezembro, no apagar das luzes de 2025, eu assisti à película que mais me impactou no ano. E se deu de forma positiva. Um Costa-Gavras do tamanho de suas melhores produções.

No Brasil, o filme recebeu o nome de Uma Bela Vida (na tradução literal é O Último Suspiro) e começa quando o escritor e filósofo Fabrice Toussaint (Denis Polydés), em um hospital em Boston, faz exames rotineiros, nos quais aparece uma mancha, que os profissionais recomendam avançar na pesquisa em sua volta a Paris. E é isso que ele faz.

Na França, Fabrice é apresentado ao médico Augustin (Kad Merad) e, após o primeiro impacto da confirmação da moléstia, ele é convidado a acompanhar Augustin na sua rotina de coordenador da medicina paliativa, que ele explica ser a terceira, após a preventiva e curativa, além da reabilitadora.

Trata-se de preparar o paciente para a morte. Neste momento, a história começa a apresentar uma série de eventos dessa natureza, em que desfilam ícones do cinema como Charlotte Rampling (Sidone), Angela Molina (Estrelia, a cigana), Hiam Abass (Madame Bouquet) e Karin Viard (a médica oncologista da última cena), além de Marilyne Canto (esposa de Fabrice).

Como Fabrice tem textos literários com o tema morte e está passando pelo próprio período de avaliação e tratamento, surge a possibilidade de uma produção bibliográfica em coautoria com o médico especialista que lhe trata, Augustin. Disso decorre uma série de narrativas e visitas a pacientes em fase terminal com pouquíssimas chances de sobrevivência.

Em cada personagem e seus familiares, a dupla vai desvelando as diferentes reações à chegada da morte, do inevitável fim, mas o carisma, em especial, de Augustin, nos faz pensar que a partida, se der oportunidade da reflexão, vira um acontecimento lógico e menos traumático para as pessoas idosas em sua maioria.

Sem forçar a barra no sentimentalismo, Costa-Gavras, aos 92 anos, consegue brindar seus fãs com mais uma obra-prima.

Produzido em 2024, ele possui 99 minutos.

Segue o trailer:



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Literatura

Dica de Leitura

Um Defeito de Cor - Ana Maria Gonçalves 

Estou finalizando uma obra essencial para a historiografia de nosso país. É um livro intenso e denso em suas quase 1.300 páginas no e-book, demonstrando responsabilidade na produção no que tange à pesquisa profunda, ainda que seja classificado como romance. 

A história acompanha a trajetória de Kehinde/Luísa Mahín (seu nome de batismo na cultura branca) ou Luísa Andrade da Silva (adotado em/na África), desde a tragédia familiar que matou sua mãe e irmão, ainda em solo africano (Daomé), seu aprisionamento, a viagem como escrava e a chegada nesta condição à Bahia no século XIX.

A narrativa se dá na primeira pessoa, em boa parte, para um de seus filhos, Luiz (que eu não detalho mais para não estragar a surpresa), que ficou muito tempo afastado de sua convivência.

Como professor e historiador, muitas passagens são do meu conhecimento, mas, mesmo assim, o viés apresentado pela autora me deu uma contribuição essencial para a compreensão do que hoje eu vejo como lacunas no passado conhecido do Brasil.

Por meio de Kehinde, de sua narração, a cultura africana se desvela por meio dos variados grupos étnicos que aqui desembarcaram e deram uma contribuição inestimável e imprescindível para a cara da nação brasileira.

Seja por meio da culinária, da religiosidade, dos dialetos, dos costumes e, principalmente, pela irresignação com a sujeição forçada da condição de escravo, Kehinde, sua família construída ao longo das numerosas páginas ou pela inabalável relação com seus mortos, tudo isso vai tecendo um roteiro emocionante, em que, além de anônimos, saltam nomes como D. Pedro I e seu filho, Bento Gonçalves, Dr. Sabino, Tiradentes, os revoltosos Malês que agitaram o solo baiano.

Embora decisiva a sua importância, o texto fica mais lento na segunda metade da história, quando a principal personagem deixa o Brasil e retorna ao continente africano.

De qualquer forma, renovo o sentimento de quem venceu o extenso relato contado pela autora.

Produzido em 2006, como informei, li na forma digital, que contém 1.285 páginas. A Editora é a Record.

Já nasceu clássico.