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domingo, 20 de outubro de 2019

Cinema



Crepúsculo de uma Raça - Direção de John Ford


John Ford se transformou no maior diretor de cinema no gênero western. Foi grande também em outro segmento da sétima arte, porém, nada comparado ao que fez nos bang-bangues.
Inicialmente, ele não escapou ao olhar parcial do conquistador, que colocou os brancos colonizadores como heróis e os donos das terras, os indígenas como maus e bandidos, mas ele, ao longo da carreira, fez uma revisão no pensamento e reduziu em parte, a injusta ideia que perpassava suas obras.
Em Audazes e Malditos, produzido em 1960, ele já se debruçara sobre o tema racial, apenas envolvendo a presença negra no exército. Neste, realizado 4 anos depois, Ford recupera-se, vertendo para a tela, a história escrita por Mari Sandoz, Cheyenne Autumn (nome original da película) que trata da peregrinação desta tribo, causada pela sequência de promessas não cumpridas pelo governo norte-americano.
Além da grande história contada, Crepúsculo ... é também,  uma aula de cinema.
O elenco estelar composto Richard Widmark, Karl Malden, Ricardo Montalban, Gilbert Roland, Carrol Baker, Sal Mineo, James Stewart, Edward G. Robinson e Dolores Del Rio, recebeu o auxílio dos navajos que fizeram figuração.
Produzido em 1964, possui 154 minutos.
Segue o trailer: 


domingo, 1 de abril de 2012



                 Audazes e Malditos - Direção de John Ford


Em tempos de cenas lamentáveis de racismo nos estádios de futebol, lembrei deste clássico do faroeste, dirigido por uma de suas maiores estrelas, John Ford, em que ele aborda este tema delicado, mais ainda para a época desta produção; 1960. Um sargento negro do exército americano, Braxton Rutledge (Woody Strode) é acusado de estuprar e matar uma mulher branca. O tenente Tom Contrell (Jeffrey Hunter) é designado para defendê-lo. As evidências indicam o que parecia inevitável, ou seja, a confirmação da autoria do crime, no caso, realizado por Rutledge. No elenco as presenças femininas de Constance Towers e Billie Burke personificando respectivamente, Mary Beecher e Cordelia Fosgate. São 111 minutos. No original, o filme se chama Sergeant Rutledge, porém, para o cartaz, optei pelo francês que julguei mais bonito. Um filmaço.