Mostrando postagens com marcador Baltasar Kormákur. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baltasar Kormákur. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Cinema

Snerting - Direção de Baltasar Kormákur 


Snerting em islandês significa "Contato" e é bem coerente com a busca de Christopher, vivido por dois atores, Egill Oláfson, idoso, e Pálmi Komárkur, na idade de estudante universitário, pelo seu amor japonês, Miko (Koki), vivido no final dos anos 60 em Londres.
 
A história é contada em dois tempos, com idas e vindas, sem que se perca a noção da trama. Um deles é o do início da pandemia da Covid, quando Christopher, já com 75 anos, residente em seu país de origem, resolve enfrentar os fantasmas do passado e entender o porquê da ruptura do namoro, a fuga intempestiva de Miko e seu pai, em 1969, retornando para o Japão, e a perda de contato que já dura meio século.
 
A sua busca começa por Londres e, a cada local revisitado, lembranças fortes vêm à sua mente e, evidentemente, isso, proporciona ao espectador uma história bonita, sensível e até verossímil.
 
Aprofundar-se nos detalhes do filme aqui só vai tirar a surpresa da bela narrativa deste romance que começa nos vinte anos de Cristofer e Miko e permanece na mente dele na fase outonal do personagem principal.
 
Melhor é acreditar no que segue: uma obra-prima do mesmo diretor da série islandesa, Trapped.
 
Produzido em 2024, possui 121 minutos. Ganhou o nome de Touch na língua inglesa.
 
Segue o trailer:







domingo, 19 de julho de 2020

Cinema



Trapped (1ª Temporada) - Direção de Baltasar Kormákur



Muito boa série islandesa de 10 episódios (média de 50 minutos) cuja história ocorre numa pequena cidade do norte do país num dos períodos de forte inverno, intensa neve e, na trama,  estando momentaneamente sem acesso total, portanto, isolada do "mundo", seja por terra, mar e até pelo ar. 
O início: à noite, dois adolescentes ingressam numa fábrica de enlatados de peixe vazia, para namorar, mas são surpreendidos por um incêndio. A menina, Dagny, morre e Hjörtur sobrevive graças à ação de um desconhecido não identificado. O ano é 2008.
Nesse momento, a narrativa avança no tempo, pára em 2015, quando uma balsa atraca na cidade  no instante em que no mar um corpo muito mutilado (sem cabeça e membros inferiores e superiores) é resgatado acidentalmente por pescadores.
Entra em cena Andri (Ólafur Darri Olafson), o chefe de polícia que determina a retenção da balsa, fazendo com que seus ocupantes fiquem instalados no ginásio da cidade.
Paralelamente a este tema, a série desenvolve a questão do tráfico escravo de mulheres, a crise conjugal de Andri com sua ex-esposa Agnes (Nina Dögg Filllipusdóttir), o trabalho incansável da dupla policial, Hinrika (Ilmur Kristjánsdóttir) e Ásgeir (Ingvar Eggert Sigurdsson), mais o drama de Eirikurr (Porstein Gunnarsson) e Höjturr (Baltasar Breki Samper), pai e namorado de Dagny (Rán Isoldi Eyesteinsdóttir), o último, responsável pela morte da menina no início da trama que regressar a pouco à região.
Para os nossos olhos, há ainda, a bela paisagem permanente que o frio intenso possibilita.
Vale a pena ver.
Tem mais uma segunda temporada, 2019, e promessa de uma terceira.
Segue o trailer: