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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Literatura

Dica de Leitura

Sonny Boy - Al Pacino 


Toda autobiografia é passível de frustar o leitor, algum leitor, porque, quem busca este gênero, de modo geral, tem diferentes expectativas.

No caso desta, a de Al Pacino, eu gostei. Poderia ser mais "intensa"? Sim, mas, a obra trata de um dos maiores atores de todos os tempos, então, muita coisa pode ter ficado de fora. No entanto, em suas linhas estão a infância vivida no Bronx, Al e seus parceiros de pequenos delitos, o afastamento do pai, a relação forte com os avós, especialmente, os maternos e a mãe, que num ponto essencial de sua vida, o livrou do destino de seu amigos mortos pelo uso de drogas e todas as etapas de sua vida frenética e bem-sucedida.

Tem o início no teatro, onde Pacino demonstra que ele era a sua verdadeira "praia". Depois, a incursão pela sétima arte, os namoros com grandes colegas de trabalho como Jill Clayburg, Tuesday Weld, Diane Keaton e, mais tarde, Kathleen Quinlan e Beverly D'Angelo, entre outras. a boa relação com seus filhos de diferentes idades e mães.

Al Pacino faz incursões, às vezes, mais, às vezes, menos claras, de seus filmes, as dificuldades no trato com certos diretores, sucessos e fracassos, o prejuízo financeiro com o golpe realizado pelo seu contador, o que lhe obrigou a aceitar papeis e eventos, que em outra situação, seriam descartados sem grandes indecisões.

No geral, eu gostei. O livro me possibilitou à medida que eu avançava na leitura, rever alguns filmes interessantes como Serpico, ... E Justiça para Todos e Um Dia de Cão, por exemplo.

É da Editora Rocco, lançado em 2024, possui 352 páginas.

Uma boa sugestão.





domingo, 13 de julho de 2014

Cinema




E Justiça para Todos - Direção de Norman Jewison


Um filme de tribunal com desfecho absolutamente inédito, surpreendente mesmo. Al Pacino encarna o advogado Arthur Kirkland, que foi criado pelo avô e a ele, deve a chance de se tornar o que é, ou seja, um profissional liberal extremamente escrupuloso e idealista. 
Por conta disso, teve vários "arranca-rabos" com os juízes, em especial, Fleming, vivido por John Forsythe, a quem considera rigoroso e parcial.
Pois, Fleming é envolvido, suspeito de tentativa de estupro e resolve contratar os préstimos de Kirkland, que reluta, mas é aconselhado por amigos a aceitar. Ele só aceita, se Fleming garantir a sua inocência; em troca, o juiz irá reabrir um caso, onde o réu foi condenado injustamente.
Como referi acima, o final é surpreendente, diferente de todos os filmes do gênero.
Realizado em 1979, tem 119 minutos. No elenco estão Jack Warden como o juiz Rayford, Christine Lahti no papel de Gail Packer e Lee Strasberg, o avô Sam Kirkland.
Segue o trailer:



sábado, 9 de junho de 2012


                        Serpico - Direção de Sidney Lumet


A década de 70 pôs em evidência três atores norte-americanos, Robert de Niro, Dustin Hofmann e Al Pacino; outros já brilhavam há mais tempo com Newman, Redford e Brando. Já postei Lenny, onde Hofmann reluz intensamente e domina toda a película; pois bem, este "Serpico" tem algumas coisas em comum com "Lenny"; ou seja, grandes diretores, ambas as histórias, baseadas em fatos reais e, principalmente, com um personagem centralizando toda a trama. Neste caso, Frank Serpico (Al Pacino), policial correto e idealista que vai desde o seu ingresso na academia, bater de frente com o sistema corrupto, além de enfrentar a contravenção e o crime. Por conta disso, sua vida pessoal também é afetada. O elenco de apoio conta com a belíssima Cornelia Sharpe, Barbara Eda-Young e em inicío de carreira, F.Murray Abraham como o parceiro de Serpico. O cartaz original não é este, mas o escolhi por trazer uma expressão mais intensa do personagem. Um ótimo filme realizado em 1973. Possui 130 minutos.