Aqui vou tratar quase que exclusivamente de Música,Cinema e Literatura. Sugestões que serão pontuadas pela curiosidade, qualidade e algumas pela indisponibilidade na rede mundial.
Um clássico do diretor de A Guerra do Fogo e O Nome da Rosa. O Urso foi produzido em 1988 e ganhou o prêmio máximo do cinema francês daquele ano. É uma celebração à vida, à natureza. A frase que resume esta obra é " A satisfação não está em deixar morrer, mas sim em deixar viver". Qualquer ser humano minimamente sensível, ainda assim, irá se emocionar com esta película. Fabuloso momento de inspiração. Com apenas 3 seres humanos representados pelos atores Tchéky Kario, Jack Wallace e André Lacombe; O Urso possui 94 minutos. Imperdível.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O Nome da Rosa - Direção de Jean-Jacques Annaud
Um dos meus preferidos. Baseado no livro homônimo de Umberto Ecco, este filme do francês Annaud é sem sombra de dúvidas aquele em que a Idade Medieval é melhor reconstituída nas telas. Um trabalho de muito esmero e correção. Sobre a história; é um "policial", com muito suspense passado na primeira metade do Século XIV onde um monge franciscano William de Baskerville (Sean Connery) e seu auxiliar, o noviço Adso de Melk (Christian Slater) são chamados para investigar a morte de vários monges beneditinos em pequeno espaço de tempo dentro de um mosteiro. O conflito entre a ciência e razão versus os desígnios divinos/diabólicos pontuam praticamente todo o filme. Convém lembrar que a época em que se passa, 1327, portanto, Baixa Idade Média, é justamente quando a Europa Ocidental já experimenta o fenômeno Renascentista e obviamente, redescobre a cultura grega, neste caso, a obra de Aristóteles que tem papel destacado no roteiro do filme/livro. Um elenco primoroso, que além dos citados, incluem ainda F. Murray Abraham como o inquisidor Bernardo de Gui, Valentina Vargas, Michel Lonsdale e Ron Pearlman. Realizado em 1986 com 130 minutos de duração.