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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Literatura

 

Dica de Leitura

A Borra do Café - Mario Benedetti



Que maravilha esta obra do mestre uruguaio. Li em sequência três livros de Benedetti, algo que costumo evitar, mas como foi a minha sobrinha que me emprestou e ela tem um gosto excelente, acatei e não me arrependi. 

Através do personagem Claudio, o autor vai construindo uma história que conduz o leitor pelo mapa de Montevidéu. Estão detalhados as suas ruas, bairros e personagens distribuídos em 48 capítulos, onde desfilam a infância, adolescência e a fase adulta dele, apresentando outras figuras carismáticas como a misteriosa Rita, o irmão, seus pais, avós, a eslava Juliska (pronuncia-se iulisca), os amigos, em especial, Norberto, o cego Mateo; cujo o pano de fundo pode ser num momento, a passagem do dirigível Zeppelin pela capital, as notícias da segunda guerra como o fatídico dia 09 de Agosto de 1945, quando Truman autorizou o bombardeio em Nagasaki, assim como ocorrera três dias antes em Hiroshima e os efeitos que atingiram a vida de Claudio.

Seu amores viram elementos interessantes, mulheres bem descritas (já presentes nos livros que li anteriormente, Gracias por el Fuego e A Trégua), sentimentos expostos com intensidade.

Apesar de A Trégua ser considerada a sua obra-prima, também, a mais conhecida, prefiro esta que posto. Um livro leve, bem humorado, que deixa saudade.

Lançado em 1992, possui 192 páginas.

Imperdível.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Literatura

Dica de Leitura

A Trégua - Mario Benedetti 


Li na sequência, dois livros do escritor uruguaio, Mario Benedetti, falecido em 2009; são elas "Gracias por el Fuego" e este, A Trégua, obra mais famosa dele.

O segundo citado, conta a história de Martin Santomé, um homem de 59 anos, prestes a chegar ao ponto da aposentadoria em um escritório com um dia-a-dia de encarar papeis, cálculos e projeções.

Santomé é viúvo (de Isabel) tem 3 filhos morando com ele; Esteban, Jaime Blanca numa relação que o autor mostra ser fria, com uma afetividade em doses homeopáticas.

Em seu serviço, ele acaba se afeiçoando por Avellaneda, uma colega bem mais jovem. Inicialmente, Santomé resiste e até se acha ridículo, mas, aos poucos, percebe que há uma reciprocidade da jovem de 24 anos.

Avellaneda subverte toda a expectativa dos meses seguintes de Martin, a vida cinzenta sem grandes emoções que ele imaginava depois da aposentadoria, dando cores novas a ela.

Contado sob a forma de um diário, A Trégua transparece a personalidade machista de Santomé, tanto na relação com (Laura) Avellaneda, quanto ao receber a revelação da homossexualidade de seu filho predileto; também na comparação entre sua relação com a falecida esposa e seu novo romance. Mas isso é mais a qualidade do texto do que convicção do autor.

Lançado em 1960, o que li é da Editora L & PM, possui 158 páginas.

Uma obra-prima.