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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Cinema



Apocalypse Now - Direção de Francis F. Coppola


Sempre que posso, revejo alguns grandes filmes e nestas férias comecei com, talvez, a maior obra-prima sobre guerras; esta película realizada em 1979, rodado nas Filipinas, tendo como tema a guerra do Vietnã.
Sugiro que quem possa, veja a versão redux com acréscimo de 49 minutos, especialmente, cenas que tratam do contato do grupo do capitão Willard (Martin Sheen) com a família francesa.
O filme é genial desde o início, quando o principal personagem, Willard é convocado para uma missão secreta (sabe-se depois, que é encontrar e executar o coronel Kurtz, outrora, um modelo de militar, vivido por Marlon Brando); ele bêbado, o som dos The Doors como trilha, as imagens de ventiladores misturadas com os sons de helicópteros.
Coppola se inspirou no livro de Joseph Conrad, Coração das Trevas, cuja história se passado no século XIX, adaptando-o para o evento no Vietnã.
Na sua viagem, a tripulação de Willard, que inclui um jovem ator, Lawrence Fishburn, na pele de Tyrone, um negro do Bronx, um chef de cozinha, Hicks, vivido por Frederic Forrest, mais Sam Bottons como o surfista Lance e   Albert Hall, o chefe Philips; vai nos apresentando o absurdo da guerra como a destruição de uma aldeia apenas porque lá as ondas permitem um melhor surf. Kilgore, excelente criação de Robert Duvall, é doente pelo esporte e ao tomar conhecimento, que Lance Johnson está no grupo de Willard, não sossega até descobrir um local adequado para a prática do surf, daí, decorre o genocídio.
Tudo o que vai ocorrendo com ele, transforma Willard e ele vê que o Coronel Kurtz, não está tão destoante da situação surreal, que o local em que vive apresenta.
São 316 minutos do mais puro fascínio da arte de fazer cinema.
Difícil acreditar que tenha perdido o Oscar de melhor filme para Kramer x Kramer. O tempo tratou de corrigir o equívoco.
No elenco ainda estão Harrison Ford (Coronel Lucas), Aurore Clement (Roxanne) e Dennis Hopper (fotógrafo).
Segue o trailer:


domingo, 31 de março de 2013



Hammett - Mistério em Chinatown - Direção de Wim Wenders

 
Samuel Dashiell Hammett consagrou o romance policial; o cinema se apropriou de seu estilo e criou o romance "noir". Em 1982, Francis Ford Coppola (observem a pronúncia correta no trailer, Cóppola) convida o diretor alemão Wim Wenders e juntos realizam esta obra baseada na ficção escrita por Joe Golles. A história se passa na década de 20 em San Francisco, Califórnia, onde o escritor consagrado Hammett (Frederic Forrest), antigo policial, é convidado por Ryan (Peter Boyle) a ajudar na busca da solução de um possível crime; a morte de Crystal (Lydia Lei), uma prostituta chinesa em Chinatown, bairro evidentemente chinês. Como todo filme desse gênero, há a loura misteriosa (Marilu Henner), policiais corruptos, poderosos empresários do tráfico de drogas, cafetões e mistérios, muitos mistérios quase sempre vividos à noite. Todo a película foi ambientada em estúdio. Possui 97 minutos. É uma boa diversão. Segue trailer.
 
 
 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011


  Peggy Sue - Seu Passado a Espera - Francis Ford Coppola



Coppola é um daqueles gênios do cinema que  iniciaram em 1960, cujo ápice da carreira se deu nas décadas de setenta e oitenta. Seus maiores filmes, os mais lembrados são a trilogia de O Poderoso Chefão e principalmente, Apocalipse Now, inspirado na obra de Joseph Conrad, Coração das Trevas e adaptado para o evento Vietnam. Pela magnitude destes trabalhos, alguns muito bons, ficaram secundados como A Conversação ou O Fundo do Coração; além destes, tenho como preferido Peggy Sue Got Married de 1986 que no Brasil se chamou Peggy Sue - Seu Passado a Espera.
Quando escrevi Dora e a Banda dos Contentes (já postado anteriormente), busquei referências em American Graffiti de George Lucas e neste Peggy Sue. São lembranças da adolescência.
A história se passa em 1985 quando numa festa nostálgica, Peggy Sue desmaia e inexplicavelmente retorna ao início dos anos 60, no último ano do ensino médio, mas mantém a maturidade de seus 43 anos no corpo de adolescente. Retorna ao convívio dos pais, avós, irmã, dos amigos e do namorado, Charlie (Nicolas Cage). Peggy Sue tem agora a possibilidade de alterar seu futuro. O filme conta com grandes atores, alguns em início de carreira como Helen Hunt fazendo Beth, a filha de Peggy Sue, Jim Carrey, Sofia Coppola, veteranos como John Carradine e uma homenagem muito bonita a eterna Jane dos filmes de Tarzan, Maureen O'Sullivan, mãe de Mia Farrow na vida real e avó da protagonista nesta ficção. Há também Joan Allen. Uma grande diversão. São 103 minutos.