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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Cinema

Le Brio - Direção de Yvan Attal 

No Brasil, a obra recebeu o nome de O Orgulho. Trata-se do novo cinema francês que apresenta a atualidade multifacetada do país, após a independência de suas colônias africanas e a migração de boa parte de argelinos, tunisianos, marroquinos, costa-marfinenses, senegaleses, ganenses, entre outros, para a França, e esse cadinho étnico já apareceu forte nos esportes, nas letras e também no cinema em clássicos como Intocáveis, O Profeta, O Ódio, etc.

Pois este filme que posto mostra a presença xenófoba no dia a dia do país. Ele começa com a chegada atrasada à universidade em seu primeiro dia de Neila Salah (Camélia Jordana), uma descendente de árabes e muçulmana.

Seu atraso e suas vestes simples (moletom e jeans), mais o nome que indica a sua origem étnica, são motivo para deboche do professor Pierre Mazard (Daniel Auteuil) com comentários racistas, que foram amplamente filmados pelos alunos, já que o auditório onde se realizava a aula estava repleto.

Neila não se submeteu à humilhação, mas viu a sua oportunidade na cadeira (disciplina) ficar em perigo. 

O reitor (Nicolas Vaude), que é amigo do professor, não se deixou abalar por isso e impôs uma condição para evitar a ida dele ao conselho de ética e a quase certeza de sua exclusão da instituição: aproximar-se da aluna e fazer dela uma real competidora numa espécie de olimpíada de oratória, em que ela representará a universidade que há tempos não repete o seu histórico de conquistas.

É claro que, no início, a relação é fria e tensa, mas ambos precisam-se mutuamente e, aos poucos, um elo respeitoso surge até chegar ao ponto de admiração recíproca.

Um filme cativante, que demonstra, assim como Conduzindo Miss Daisy, para ficar num único exemplo, que a convivência desvela e desarma os preconceitos.

Finalizando, o diretor é nascido em Israel, descende de judeus e argelinos, mora na França, onde desenvolve sua carreira. Tem três filhos com a atriz Charlotte Gainsbourg, filha da icônica Jane Birkin.

Produzido em 2017, possui 95 minutos.

Segue o trailer: 




sábado, 18 de setembro de 2021

Cinema

Em Toda a Parte - Direção de Yvan Attal 


Histórias sobre antissemitismo que são "costuradas" no filme por Yvan (o diretor Yvan Attal) em sessões de análise com seu psiquiatra. 
Uma delas, o esposo de uma política, ambos antissemitas (Boris e Eva), descobre que ele descende de judeus e fica em maus lençóis em seu partido.
Outra história mostra a frustração de uma esposa"goi" (não judia) por ter escolhido o "único judeu pobre". Ela (Mathilde) que está em processo de separação, vê o seu sogro ganhar na loteria, mudando por completo a sua impressão sobre a família do ex-marido, mas que vai se tornar insuficiente para ela alcançar seus sonhos. 
Noutra, os cientistas resolvem enviar um judeu (Norbert) para a época em que viveu Jesus Cristo para reescrever a história, deixando-a mais amena para os judeus, porém, uma paixão fulminante do enviado, acaba inviabilizando os seus planos.
No elenco estão Yvan Attal, Benoit Poelvoorde, Dany Boon, Charlotte Gainsbourg, Gilles Lellouche, Freya Mavor, Valérie Benneton e Tobi Nathan, este último, como o psiquiatra. 
Lançado em 2016, possui 111 minutos.
Segue o trailer oficial: