Mostrando postagens com marcador O Deserto dos Tártaros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Deserto dos Tártaros. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Cinema

O Deserto dos Tártaros - Direção de Valerio Zurlini 

Há 50 anos, o diretor Valerio Zurlini filmou a obra de Dino Buzzati, que postei anteriormente, e se alguém leu o livro antes, pode ficar frustrado com a película, por isso, sugiro a leitura depois, embora Zurlini tenha realizado um grande filme e contado com um elenco estelar e a música de Ennio Morricone.
Estão (e eu vou citar apenas um trabalho de cada um), Jacques Perrin e Philippe Noiret (Cinema Paradiso), Vittorio Gassman (Brancaleone nas Cruzadas), Giuliano Gemma (O Dólar Furado), Fernando Rey (Tristana), Max von Sidow (O Exorcista), Jean-Louis Trintignant (Z), Francisco Rabal (A Bela da Tarde), Laurent Terzieff (Chove sobre Santiago) e Helmut Griem (Cabaret).
Para conhecer o enredo, basta acessar este link: O Deserto dos Tártaros.
Produzido em 1976, segue o trailer oficial:




quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Literatura

Dica de Leitura

O Deserto dos Tártaros - Dino Buzzati 

Recém-finalizei a leitura deste clássico da literatura mundial, que trata da ida do tenente Giovanni Drogo para o Forte Bastiani ao norte da Itália, próximo da fronteira com um reino composto por tártaros.

Drogo abandona a vida boa e tranquila na cidade, por  pensar em quebrar a monotonia da Escola Militar. Cavalga só e esperançoso, onde poderá encarar batalhas e dar um sentido mais nobre à sua carreira.

Antes de chegar, ele começa a conhecer a monótona realidade do seu futuro ambiente de trabalho e já se decepciona ao ponto de descobrir que pode pedir remoção de imediato, fato que lhe passa pela cabeça. Porém, é desencorajado pelo seu superior imediato, que o convence a ficar pelo menos quatro meses, assim, não correndo o risco de manchar a sua carreira.

Drogo aceita, mas, após vencer este período, mesmo recebendo autorização para voltar à cidade, ele desiste no derradeiro instante, permanecendo no Forte.

Nesse momento, o leitor desconfia que o vínculo daqueles soldados com o seu local de trabalho é algo intenso que os mantém por anos a fio ali, sempre imaginando os tempos de encarar batalhas contra os invasores, o que dará sentido à vida de cada um deles.

O livro, evidente, não é sobre o dia-a-dia, a rotina militar, mas trata do processo de adiamento das decisões que afetam fortemente cada ser humano, por isso, a sua mensagem atual.

Deixo um link com excelente resenha do escritor e crítico Antônio Cândido, vide O Deserto dos Tártaros.

O prefácio da minha edição é do grande cineasta brasileiro, Ugo Giorgetti.

A Editora é a Nova Fronteira, possui 171 páginas.

 Dino Buzzati, que completaria 120 anos neste 2026, lançou a primeira edição em 1940.