quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Literatura

Dica de Leitura

A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga Nunes 

Um clássico da literatura infanto-juvenil, não apenas brasileira, mas também internacional, está completando meio século este ano.

Raquel, a filha menor da família, está num estágio em que se sente preterida em seus desejos, os principais: ser menino, ser "adulto" e tornar-se escritor(a).

No seu universo infantil, ela cria histórias e amigos que, ao decorrer das páginas, se instalarão na bolsa amarela que ela tomou para si.

Lá estão Rei, um galo cansado da tarefa de cuidar do galinheiro, que será rebatizado para Afonso; Terrível, um galo de rinha, que sofreu "uma lobotomia" para somente pensar em vencer; "uma" guarda-chuva pequena, que preferiu ser feminina quando de sua criação; e um alfinete de fraldas, antes desprezado por adquirir ferrugem. 

Juntos ajudam na composição da trama. Lygia Bojunga apresenta com muita singeleza a busca por um protagonismo infantil na família, a conquista da liberdade das meninas, tão presente na criação dos garotos, e a exploração da criatividade por meio de sua imaginação nas histórias que desenvolve.

Há também seres humanos como André, Lorelai, os primos, tios e outros personagens só conhecidos pelas suas profissões, que aparecem no texto para incrementar as aventuras dos "hóspedes" de Raquel em sua bolsa.

Lançada num período desafiador do Brasil, a obra segue encantando gerações, mesmo que o mundo tenha dado várias voltas nos últimos cinquenta anos.

Tem 135 páginas, Editora Lygia Bojunga.

A autora recebeu o prêmio máximo mundial do gênero, o Hans Christian Andersen, no ano de 1982. 

Lygia nasceu em Pelotas, RS. Em agosto completou 94 anos.


Deixo aqui links com resenhas de muito boa qualidade: A Bolsa Amarela e A Bolsa Amarela Lygia

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Galeria

Galeria 

Camilla Sparv nasceu Camilla Margareta Sparv, no dia 3 de junho de 1943, em Estocolmo, Suécia.

Alguns de seus filmes são: O Problema com os Anjos (The Trouble with Angels-1966), O Ouro de MacKenna (MacKenna's Gold-1969) e Corredor de Downhill (The Downhill Racers-1969).

domingo, 4 de outubro de 2026

Música

A Noite - Ivan Lins 


Notável álbum de Ivan Lins, realizado em 1979, depois dos fantásticos "Somos Todos Iguais nesta Noite" (1977) e "Nos Dias de Hoje" (1978). É seu oitavo trabalho.

Ele é tão incrível que a sequência de músicas parece um disco de "Os Melhores de ...".

Seguem as faixas do clássico:










quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Música

Los Delirios del Mariscal - Crucis 



Um rock progressivo argentino da maior qualidade, o Crucis realizou apenas dois trabalhos de estúdio registrados em vinil. 
Crucis formou-se em 1974 com Gustavo Montesano (guitarra e vocais), José Luis Fernandez (baixo), Daniel Leonardo Frenkel (bateria) e Daniel Oil (teclados), porém, neste disco que apresento, a formação foi: Gustavo Montesano (baixo), Pino Marrone (guitarras), Aníbal Kerpel (teclados) e Gonzalo Farrugia (bateria).
Segue o segundo e derradeiro álbum, que é de 1977.





segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Cinema

O Caso Mattei - Direção de Francesco Rosi 

É incrível que, em quase 16 anos de blog, eu não tenha postado nenhuma obra deste genial diretor italiano, um dos que mais assisti na época universitária. Para me "redimir", escolhi este que revi há cerca de 1 ano.

Enrico Mattei foi uma personalidade forte na história da Itália. Combateu os nazistas, depois como empresário da área de gás, atuou no âmbito público como dirigente da estatal petrolífera (AGIP), mais tarde, 1953, ENI (Ente Nazionali Idrocarburi), representando um período compreendido entre 1945 e 1962, quando ocorreu a queda de seu avião e sua morte neste acidente, quando faltava apenas 1 minuto de sua chegada ao destino final.

O seu modo de agir na busca da independência italiana no ramo ameaçou as chamadas Sete Irmãs, ou seja, empresas líderes na captação e distribuição de petróleo: Exxon, BP, Mobil, Shell, Gulf, Chevron e Texaco. 

A morte de Mattei foi considerada um acidente (27 de outubro de 1962). Dez anos passados, Rosi filmou esta obra-prima, ganhadora da Palma de Ouro em Cannes, que trazia questionamentos quanto à conclusão da morte de Mattei.

Nela (a película) surgem elementos que levam a crer que houve sabotagem da aeronave pela Máfia, a pedido dos poderosos da indústria petrolífera.

Em 1995, portanto, passadas duas décadas do filme de Rosi, em delação premiada, Tomaso Buscetta detalhou a ação para a morte de Mattei.

No filme, Mattei é interpretado por Gian Maria Volonté, um ator habituado a filmes políticos, enquanto Edda Ferronao faz o papel da esposa dele, Enrico e Gianfrancesco Ombuen interpreta o Engenheiro Ferrari.

Produzido em 1972, possui 116 minutos.

Segue trailer:



sábado, 26 de setembro de 2026

Cinema

Sultões do Sul - Direção de Alejandro Lozano 

Uma surpresa no final da película mudou a minha impressão de estar vendo mais uma história previsível nesta obra mexicana que tem parte da trama desenvolvida na Argentina.

A narrativa começa mostrando quatro assaltantes, Leonardo (Jordí Mollá), Mônica (Ana de la Reguera), Sanchez (Tony Dalton) e Leserio (Silverio Palacios) roubando um banco na Cidade do México e, apesar do cerco policial, conseguem completar sua missão e sair ilesos com a grana toda.

A ideia é ir para Bariloche (Argentina) e negociar o fruto do roubo com o Texano (Celso Bugallo).

No entanto, em Buenos Aires, o quarteto é emboscado, fica sem o dinheiro e sofre perseguições, tanto do bando do Texano quanto da polícia, em especial do chefe corrupto Pablo Benes (Oscar Alegre). Mesmo assim, em completa desigualdade de forças, o grupo vai tentar manter a situação sob controle, recuperar a grana e ir para o destino final planejado.

Produzido em 2007, possui 98 minutos.

Segue o trailer:










sábado, 19 de setembro de 2026

Literatura

Dica de Leitura

No Galpão - Darcy Azambuja 

Um clássico da literatura gaúcha, "irmão" de Coxilhas, outra obra inigualável deste intelectual nascido em Encruzilhada do Sul.

Darcy foi professor, escritor e jurista, esta última ocupação com uma vasta produção literária.

No Galpão, recebeu o primeiro prêmio de contos da Academia Brasileira de Letras em 1925.

São 16 textos de uma riqueza e sensibilidade que emocionam o leitor. Ainda tem um glossário sobre o vocabulário riograndense.

A escrita de Azambuja descende diretamente da de Simões Lopes Neto, o que, por si só, é uma referência invejável. Para corroborar, a Editora Globo lançou nos anos 20 do século passado a coleção Províncias com onze livros, o primeiro, justamente, de Simões, o segundo de Augusto Meyer e, logo depois, este No Galpão.

O meu exemplar é de 1955, 7ª edição, possui 226 páginas. Lançado em 1925.

Indispensável leitura.