domingo, 12 de julho de 2026

Cinema


Case 137 - Direção de Dominik Moll

Quem for buscar informações sobre o filme encontrará posições díspares: elogios generosos e algumas críticas (não tão depreciativas) que diminuem a avaliação dele.

Estou entre os que gostaram. Trata-se de um caso, o 137, de abuso nas ações dos policiais nas ruas de Paris, com excessos pontuais na repressão às passeatas.

Elas (as ações), ao tentarem reprimir uma manifestação de servidores públicos e simpatizantes da causa (questões salariais e melhores condições de trabalho), atingem com balas de borracha (LBD) um jovem (Guillaume) e prendem outro, Rémi (Valentin Campagne).

Guillaume (Côme Péronnet) fica em estado grave, pois foi atingido na cabeça, e sua mãe e irmã (Sandra Colombo e Mathilde Riu) vão até a responsável pelo setor da polícia que atua na avaliação e acompanhamento dos colegas em suas missões, em busca de justiça.

 É um ofício cruel o de analisar e até punir, quando necessário, os seus colegas de farda.

Stéphanie (Léa Drucker) inicia com mais dois servidores, Benoit (Jonathan Turnbull) e Carole (Mathilde Roerich), o processo investigativo sob os olhares desconfiados dos parentes das vítimas (Rémi e Guillaume) e de reprovação e censura da corporação a que pertence.

Ela, Stéphanie, à medida que avança na busca pela verdade, encontra entraves e obstáculos internos que a colocam entre a sua consciência e seu profissionalismo e o risco de sofrer boicote e até sanções regimentais na carreira, porque certos movimentos que realizou escapam da cartilha de sua função.

Lembrei o clássico de Costa-Gavras, Z, de 1969.

É de 2025, possui 116 minutos:

Segue o trailer:



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Literatura

Dica de Leitura

Roberto Carlos (por isso essa voz tamanha) - Jotabê Medeiros 

Custei a ler a biografia de Roberto Carlos, porque o que conferi na mídia dá conta de muito assunto que não me interessa, mas esta eu encarei, porque o autor, Jotabê Medeiros, tem duas obras biográficas excelentes, as de Belchior e Raul Seixas.

O relato começa na ida da família Braga de Mimoso do Sul para um centro maior no Espírito Santo, Cachoeiro do Itapemirim. Lá seguiram Seu Robertino, Dona Laura, grávida de Roberto, e os demais filhos. O futuro rei foi o único nascido em Cachoeiro.

Roberto, por ser o caçula, teve seus privilégios com uma infância feliz, mesmo tendo o trauma do acidente que lhe tomou um pedaço da perna direita. Cedo, ele se envolveu com a música, que fez parte de sua vida "desde sempre", com aulas de piano e violão.

O autor narra a ida para o Rio de Janeiro, mostra as primeiras fãs incondicionais e perenes (de sua terra natal), os amigos da infância, que ele, ao longo da carreira, deu suporte financeiro, a transa inicial com a Bossa Nova, a turma da Tijuca: Erasmo, Tim Maia, Jorge Ben e apoio recebido por meio de Carlos Imperial, a descoberta do rock.

Há, ainda, o período paulistano que criou um dos maiores movimentos musicais do país, a Jovem Guarda, também, a guinada do final dos anos 60, tornando sua música mais romântica, a carreira internacional e, claro, os relacionamentos afetivos, suas esposas, mas, o texto pouco comentou sobre os seus filhos, o que considero "ponto para o escritor". 

Não faltou a descrição de sua forte formação religiosa, a católica, oriunda do lado materno.

O livro também apresenta toda a sua discografia detalhada e fotos das várias fases da vida do capixaba, ícone da cultura brasileira.

A editora é a Todavia, possui 512 páginas e foi lançada em 2021.





segunda-feira, 6 de julho de 2026

Galeria

Galeria 

Siri Svegler é cantora, atriz e compositora, nascida em Gotemburgo, Suécia, no dia 15 de abril de 1980. Alguns de seus trabalhos são: Tróia (Troy-2000), A Linha da Beleza (The Line of Beauty-2006) e Azul Safira (Sapphire Blue-2013).


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Música

Cinema Transcendental - Caetano Veloso 


Dando continuidade às duas postagens de discos notáveis produzidos na virada das décadas de 70 e 80, publico este, de 1979, que é um dos meus preferidos do gênio baiano. 

Há vários clássicos que podem induzir um ouvinte distraído a pensar que se trata de uma coletânea.

Segue o disco:



quarta-feira, 1 de julho de 2026

Música

De Pé no Chão - Beth Carvalho 

Para começar o segundo semestre, eu escolhi dois discos brasileiros irrepreensíveis, produzidos na virada dos anos 70 para 80. 

O primeiro é de Beth Carvalho, chamado "De Pé no Chão", e é considerado aquele que deu uma guinada positiva na carreira da madrinha do Botafogo, entre outros títulos.

Há, entre as músicas, contribuições extraordinárias com composições de Jorge Aragão, Monarco, Beto sem Braço, Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Candeia, Martinho da Vila, entre outros.

Seguem algumas faixas desta obra-prima de 1978:








domingo, 28 de junho de 2026

Cinema


Amrum - Direção de Fatih Akin

 Filme mais recente do diretor Fatih Akin, o segundo que posto aqui - Em Pedaços. Trata-se desta bela película que, no Brasil, recebeu o nome de "Uma Infância Alemã".

A história se passa na ilha de Amrum, na Alemanha, no final de abril de 1945, portanto, na derrocada de Hitler e do sonho de boa parte dos alemães.

O lugar é diminuto e essencialmente rural, onde moram o menino Nanning (Jasper Billerbeck), sua família composta pela mãe, Hille (Laura Tonke), no último mês de gravidez, os irmãos menores e a tia Ena (Lisa Hagmeister), esta, a única que percebe a derrota nazista se aproximando. O pai está no front (o que se deduz).

A penúria é a tônica do cotidiano na ilha e Nanning, além de estudar, ajuda na plantação de batatas de Tessa (Diane Kruger), que há tempos percebe que o caminho do país está errado e o fim perto, principalmente quando um grupo de andarilhos alemães, na maioria crianças, chega à ilha para se livrar dos bombardeios em Berlim e da invasão soviética. São retirantes, sem eira, nem beira.

Hille dá a luz a sua filha e, diante do futuro desolador para ela, francamente a favor do governo hitlerista, entra em depressão. Para aliviar em parte o seu sofrimento, Nanning resolve cumprir o desejo dela de comer pão de farinha branca com açúcar e mel, ingredientes difíceis de serem encontrados naquele contexto.

A odisseia que o menino vive para realizar esse intento é o mote para mostrar o contexto desta ilha, onde a população deseja o fim imediato da guerra, mesmo que isso represente humilhação e interrogações no que poderá vir com os novos ventos que determinarão o rumo da nação.

Lançado em 2026, possui 93 minutos.

Segue o trailer oficial:



segunda-feira, 22 de junho de 2026

Cinema

A Incrível Eleanor - Direção de Scarlett Johansson

A estreia da competente e bela atriz Scarlett Johansson não poderia ser mais feliz. É um filme singelo e tocante, com atuações marcantes de atrizes veteranas como June Squibb, no papel central, Eleanor, e Rita Zohar, como a amiga falecida.

Eleanor, após uma grande perda, resolve sair da Flórida e ir para Nova Iorque, desejando recriar laços afetivos mais sólidos com sua filha e neto. Porém, não encontrou esse ambiente imaginado, aí, em busca de ajuda, resolveu participar de um grupo de apoio e no seu depoimennto acabou contando uma história que ela imaginava não ter maior repercussão. No entanto, a situação toma uma dimensão acima do esperado e suas revelações despertam o interesse de uma jovem jornalista (Erin Kellyman), que acompanhou a sessão daquele grupo e se aproxima de Eleanor, estreitando os vínculos até se tornarem amigas.

À medida que Nina, a jornalista, avança nos relatos de Eleanor, estes fogem do controle da idosa senhora com consequências imprevisíveis, que afetam a sua família e a rotina desejada por ela, quando mudou o seu endereço e destino.

No elenco estão também, Chiwetel Ejiofor (pai de Nina) e Jessica Hecht (filha de Eleanor).

Produzido em 2025, possui 98 minutos.

Uma pequena obra-prima.

Segue o trailer: