sexta-feira, 17 de julho de 2026

Música

The Hollies - The Hollies 


A década de 60 presenciou a revolução musical oriunda da "Swinging London", a Londres do Agito, a invasão cultural britânica aos EUA. 

Rolling Stones, The Beatles, The Who, The Kinks, The Hollies, entre muitos, muitos grupos musicais.

Alguns deles, embora o sucesso estrondoso, hoje estão esquecidos ou menosprezados.

Dessa leva, eu escolhi a banda de Graham Nash, que logo sairia para se integrar a Crosby, Stills e Young no outro lado do Atlântico.

O álbum é de 1965.

Seguem algumas faixas do disco:














quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cinema

Meu Nome é Agneta - Direção de Johanna Runevad


 Algumas análises ou resenhas classificam este filme como drama, mesmo tendo características desse gênero, eu o identifico mais como uma comédia, porque a interpretação dos principais atores, Eva Melander (Agneta) e Claus Mänson (Einar), consegue manter leve a trama, minorando os obstáculos que ela lhes impõe.

A história começa na Suécia, onde Agneta tem uma rotina insossa, sem previsão de melhora, tanto profissional no departamento de trânsito, quanto afetiva, porque o seu esposo está cheio de atividades individuais como mergulhador e ciclista (até parece ter encontrado um novo amor). 

Os filhos estão crescidos, morando fora de casa, e ela, assim, aos 49 anos, olha para o futuro com pouca esperança de melhores dias. 

Para piorar, ela é demitida, mas isso abre um novo horizonte, quando descobre, por um anúncio de jornal, o emprego de cuidadora de uma pessoa na Provença, França. Resolve investir na vaga, mesmo diante da indiferença e até do ceticismo do companheiro, que imaginou a empreitada como um delírio dela, fadada ao fracasso e ao seu retorno ao lar.

Agneta vai com a cara e a coragem, sofrendo surpresas que a deixam de sobressalto, e a hipótese de desistência passou a acompanhá-la em seus pensamentos.

Para piorar, a criança que ela imaginava ser o objeto de sua contratação, na verdade, é um senhor idoso, homossexual, artista com um cotidiano absolutamente imprevisível e, aos poucos, promove nela uma revolução psicológica, revelando um ser humano diferente, cheio de vida, experimentando possibilidades jamais imaginadas, onde há espaço para conquistar novas amizades e, quem sabe, até um novo amor.

Produzido em 2026, possui 113 minutos.

Um filme para toda a família.

Segue o trailer:





domingo, 12 de julho de 2026

Cinema


Case 137 - Direção de Dominik Moll

Quem for buscar informações sobre o filme encontrará posições díspares: elogios generosos e algumas críticas (não tão depreciativas) que diminuem a avaliação dele.

Estou entre os que gostaram. Trata-se de um caso, o 137, de abuso nas ações dos policiais nas ruas de Paris, com excessos pontuais na repressão às passeatas.

Elas (as ações), ao tentarem reprimir uma manifestação de servidores públicos e simpatizantes da causa (questões salariais e melhores condições de trabalho), atingem com balas de borracha (LBD) um jovem (Guillaume) e prendem outro, Rémi (Valentin Campagne).

Guillaume (Côme Péronnet) fica em estado grave, pois foi atingido na cabeça, e sua mãe e irmã (Sandra Colombo e Mathilde Riu) vão até a responsável pelo setor da polícia que atua na avaliação e acompanhamento dos colegas em suas missões, em busca de justiça.

 É um ofício cruel o de analisar e até punir, quando necessário, os seus colegas de farda.

Stéphanie (Léa Drucker) inicia com mais dois servidores, Benoit (Jonathan Turnbull) e Carole (Mathilde Roerich), o processo investigativo sob os olhares desconfiados dos parentes das vítimas (Rémi e Guillaume) e de reprovação e censura da corporação a que pertence.

Ela, Stéphanie, à medida que avança na busca pela verdade, encontra entraves e obstáculos internos que a colocam entre a sua consciência e seu profissionalismo e o risco de sofrer boicote e até sanções regimentais na carreira, porque certos movimentos que realizou escapam da cartilha de sua função.

Lembrei o clássico de Costa-Gavras, Z, de 1969.

É de 2025, possui 116 minutos:

Segue o trailer:



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Literatura

Dica de Leitura

Roberto Carlos (por isso essa voz tamanha) - Jotabê Medeiros 

Custei a ler a biografia de Roberto Carlos, porque o que conferi na mídia dá conta de muito assunto que não me interessa, mas esta eu encarei, porque o autor, Jotabê Medeiros, tem duas obras biográficas excelentes, as de Belchior e Raul Seixas.

O relato começa na ida da família Braga de Mimoso do Sul para um centro maior no Espírito Santo, Cachoeiro do Itapemirim. Lá seguiram Seu Robertino, Dona Laura, grávida de Roberto, e os demais filhos. O futuro rei foi o único nascido em Cachoeiro.

Roberto, por ser o caçula, teve seus privilégios com uma infância feliz, mesmo tendo o trauma do acidente que lhe tomou um pedaço da perna direita. Cedo, ele se envolveu com a música, que fez parte de sua vida "desde sempre", com aulas de piano e violão.

O autor narra a ida para o Rio de Janeiro, mostra as primeiras fãs incondicionais e perenes (de sua terra natal), os amigos da infância, que ele, ao longo da carreira, deu suporte financeiro, a transa inicial com a Bossa Nova, a turma da Tijuca: Erasmo, Tim Maia, Jorge Ben e apoio recebido por meio de Carlos Imperial, a descoberta do rock.

Há, ainda, o período paulistano que criou um dos maiores movimentos musicais do país, a Jovem Guarda, também, a guinada do final dos anos 60, tornando sua música mais romântica, a carreira internacional e, claro, os relacionamentos afetivos, suas esposas, mas, o texto pouco comentou sobre os seus filhos, o que considero "ponto para o escritor". 

Não faltou a descrição de sua forte formação religiosa, a católica, oriunda do lado materno.

O livro também apresenta toda a sua discografia detalhada e fotos das várias fases da vida do capixaba, ícone da cultura brasileira.

A editora é a Todavia, possui 512 páginas e foi lançada em 2021.





segunda-feira, 6 de julho de 2026

Galeria

Galeria 

Siri Svegler é cantora, atriz e compositora, nascida em Gotemburgo, Suécia, no dia 15 de abril de 1980. Alguns de seus trabalhos são: Tróia (Troy-2000), A Linha da Beleza (The Line of Beauty-2006) e Azul Safira (Sapphire Blue-2013).


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Música

Cinema Transcendental - Caetano Veloso 


Dando continuidade às duas postagens de discos notáveis produzidos na virada das décadas de 70 e 80, publico este, de 1979, que é um dos meus preferidos do gênio baiano. 

Há vários clássicos que podem induzir um ouvinte distraído a pensar que se trata de uma coletânea.

Segue o disco:



quarta-feira, 1 de julho de 2026

Música

De Pé no Chão - Beth Carvalho 

Para começar o segundo semestre, eu escolhi dois discos brasileiros irrepreensíveis, produzidos na virada dos anos 70 para 80. 

O primeiro é de Beth Carvalho, chamado "De Pé no Chão", e é considerado aquele que deu uma guinada positiva na carreira da madrinha do Botafogo, entre outros títulos.

Há, entre as músicas, contribuições extraordinárias com composições de Jorge Aragão, Monarco, Beto sem Braço, Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Candeia, Martinho da Vila, entre outros.

Seguem algumas faixas desta obra-prima de 1978: