Tocaia no Asfalto - Direção de Roberto Pires
Esta postagem é muito especial, porque trata-se de um clássico do cinema nacional, precursor do movimento "Cinema Novo", realizado em Salvador, portanto, fora do eixo do Sudeste, e tem uma das cenas mais icônicas da filmografia nacional, a do início do filme, num bar.
Também é destaque, porque traz elementos do cinema "noir" e do novo cinema italiano surgido nos anos pós-guerra.
É a história de Rufino, um dos raros papéis não cômicos de Agildo Ribeiro, religioso, mas, contraditoriamente, um matador de aluguel. Ele, que é alagoano, vem a Salvador realizar um "trabalho": executar um líder regional envolvido em corrupção, coronel Pinto Borges (Milton Gaúcho), a mando de outros elementos da política local, em especial, coronel Domingos (David Singer, também produtor da película), tão corrupto quanto a futura vítima.
Ele mantém sob tutela Luciano (Adriano Lisboa), um ex-policial, agora "captador" de meninas para o bordel/hospedaria de Dona Filó (Jurema Penna), esta que recebe Rufino, que acaba se apaixonando por Ana Paula (Arassary de Oliveira), uma prostituta do local.
Há também o envolvimento da filha do Coronel Pinto Borges, a bela Lucy (Ângela Bonatti) com um jovem deputado de oposição, que abriu processo, uma CPI, para apuração das falcatruas de Pinto Borges. Trata-se de Ciro (Geraldo Del Rey), que vai sofrer um atentado, mas sobrevive e será alvo de nova armadilha.
É interessante ver, entre personagens secundários, nomes hoje famosos como Othon Bastos (sem ser creditado), Antônio Pitanga, ainda registrado como Antônio Sampaio e Orlando Senna, futuro diretor de êxitos como Iracema, uma Transa Amazônica e Diamente Bruto.
Produzido em 1962, possui 101 minutos.
Segue o filme na íntegra:








