quarta-feira, 1 de julho de 2026

Música

De Pé no Chão - Beth Carvalho 

Para começar o segundo semestre, eu escolhi dois discos brasileiros irrepreensíveis, produzidos na virada dos anos 70 para 80. 

O primeiro é de Beth Carvalho, chamado "De Pé no Chão", e é considerado aquele que deu uma guinada positiva na carreira da madrinha do Botafogo, entre outros títulos.

Há, entre as músicas, contribuições extraordinárias com composições de Jorge Aragão, Monarco, Beto sem Braço, Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Candeia, Martinho da Vila, entre outros.

Seguem algumas faixas desta obra-prima:








domingo, 28 de junho de 2026

Cinema


Amrum - Direção de Fatih Akin

 Filme mais recente do diretor Fatih Akin, o segundo que posto aqui - Em Pedaços. Trata-se desta bela película que, no Brasil, recebeu o nome de "Uma Infância Alemã".

A história se passa na ilha de Amrum, na Alemanha, no final de abril de 1945, portanto, na derrocada de Hitler e do sonho de boa parte dos alemães.

O lugar é diminuto e essencialmente rural, onde moram o menino Nanning (Jasper Billerbeck), sua família composta pela mãe, Hille (Laura Tonke), no último mês de gravidez, os irmãos menores e a tia Ena (Lisa Hagmeister), esta, a única que percebe a derrota nazista se aproximando. O pai está no front (o que se deduz).

A penúria é a tônica do cotidiano na ilha e Nanning, além de estudar, ajuda na plantação de batatas de Tessa (Diane Kruger), que há tempos percebe que o caminho do país está errado e o fim perto, principalmente quando um grupo de andarilhos alemães, na maioria crianças, chega à ilha para se livrar dos bombardeios em Berlim e da invasão soviética. São retirantes, sem eira, nem beira.

Hille dá a luz a sua filha e, diante do futuro desolador para ela, francamente a favor do governo hitlerista, entra em depressão. Para aliviar em parte o seu sofrimento, Nanning resolve cumprir o desejo dela de comer pão de farinha branca com açúcar e mel, ingredientes difíceis de serem encontrados naquele contexto.

A odisseia que o menino vive para realizar esse intento é o mote para mostrar o contexto desta ilha, onde a população deseja o fim imediato da guerra, mesmo que isso represente humilhação e interrogações no que poderá vir com os novos ventos que determinarão o rumo da nação.

Lançado em 2026, possui 93 minutos.

Segue o trailer oficial:



segunda-feira, 22 de junho de 2026

Cinema

A Incrível Eleanor - Direção de Scarlett Johansson

A estreia da competente e bela atriz Scarlett Johansson não poderia ser mais feliz. É um filme singelo e tocante, com atuações marcantes de atrizes veteranas como June Squibb, no papel central, Eleanor, e Rita Zohar, como a amiga falecida.

Eleanor, após uma grande perda, resolve sair da Flórida e ir para Nova Iorque, desejando recriar laços afetivos mais sólidos com sua filha e neto. Porém, não encontrou esse ambiente imaginado, aí, em busca de ajuda, resolveu participar de um grupo de apoio e no seu depoimennto acabou contando uma história que ela imaginava não ter maior repercussão. No entanto, a situação toma uma dimensão acima do esperado e suas revelações despertam o interesse de uma jovem jornalista (Erin Kellyman), que acompanhou a sessão daquele grupo e se aproxima de Eleanor, estreitando os vínculos até se tornarem amigas.

À medida que Nina, a jornalista, avança nos relatos de Eleanor, estes fogem do controle da idosa senhora com consequências imprevisíveis, que afetam a sua família e a rotina desejada por ela, quando mudou o seu endereço e destino.

No elenco estão também, Chiwetel Ejiofor (pai de Nina) e Jessica Hecht (filha de Eleanor).

Produzido em 2025, possui 98 minutos.

Uma pequena obra-prima.

Segue o trailer:





sábado, 20 de junho de 2026

Literatura

Dica de Leitura

O Vento que arrasa - Selva Almada 

Uma surpresa muito positiva esta obra da argentina Selva Almada, nascida no interior de seu país, porque ela construiu uma história passada em apenas dois dias numa região árida com apenas quatro personagens: o reverendo Pearson e sua filha adolescente Elena (Leni), o mecânico Gringo Brauer e o filho "adotivo", Tapioca, também adolescente, duas famílias díspares que proporcionam a exposição das diferentes personalidades forjadas em ambientes desiguais.

Pearson e a filha, sem morada fixa, viajam pelo interior para levar a palavra de Deus e, numa incursão, quando almejavam encontrar um outro pastor, viram-se no meio da estrada com o carro quebrado, sem contato com o mundo. Felizmente, uma boa alma os reboca até a oficina mecânica de Brauer, que vive com Tapioca e muitos cachorros, em especial, o Baio.

Esse encontro dos quatro proporciona à autora construir uma trama que envolve muitos questionamentos, como o relacionamento frio de pai e filha, em que a memória da mãe/esposa é evitada por Pearson. Por outro lado, Tapioca e Brauer se dão bem, apesar de parecer uma relação fria, distante, sem um futuro para o menino, a não ser substituir o "pai" nos negócios dele.

Também a visão prática de Brauer, destoando da divina/mística do reverendo, a ambição sadia de Leni e a falta de perspectiva de Tapioca (José Emílio).

Contribui para o peso da ambiência, a aridez da região, a falta da chuva, que torra a terra e a deixa mais empobrecida no Chaco argentino.

São vidas jovens e adultas que possuem um ponto em comum: as marcas duras de suas experiências, especialmente o elo familiar rompido.

Os poucos flashbacks da narrativa dão indícios do que as duplas vivenciaram até chegar ao relacionamento contido de pontos frágeis que a leitura permite concluir.

Um grande livro.

Lançado em 2012. Possui 112 páginas. A minha edição é da Cosac & Naify.



quarta-feira, 17 de junho de 2026

Galeria

Galeria 

Keri Russell nasceu Keri Lynn Russell no dia 23 de março de 1976, em Fountain Valley, Califórnia, EUA.
 Alguns de seus filmes são: Com a Bola Toda (Mad about Mambo-2000), A Outra Face da Raiva (The Upside of Anger-2005) e A Garota do Parque (The Girl in the Park-2007).



segunda-feira, 15 de junho de 2026

Música

Feminina - Joyce 


Joyce, depois Joyce Moreno, completou 78 anos no final de janeiro Tem uma carreira que contempla quase 50 discos e é autora de clássicos da MPB.

Percebi que não havia postado nada sobre a sua exitosa trajetória, então posto este, que é o meu preferido, em que se destacam Feminina, Clareana, Mistérios e Da Cor Brasileira.

Segue o disco completo:



sábado, 13 de junho de 2026

Música

Roberto Carlos - Roberto Carlos


Há cerca de um mês, eu terminei a leitura da biografia do Rei, autoria de Jotabê Medeiros, que já fizera uma de Belchior e outra de Raul Seixas. Passa credibilidade no texto. Mais adiante, posto sobre o livro; por enquanto, disponibilizo o álbum que, para mim, marca a passagem dos trabalhos da Jovem Guarda para a fase romântica de Roberto Carlos.

Segue o disco, que é de 1969 e tem um clássico de Tim Maia, "Não vou ficar".