quinta-feira, 7 de maio de 2026

Cinema

53 Domingos - Direção de Cesc Gay 

A segunda dica de filme recente é este espanhol, baseado numa peça teatral com apenas quatro personagens, três irmãos, Victor (Javier Gutiérrez), Natália (Carmen Machi) e Julián (Javier Cámara), e a companheira deste, Carol (Alejandra Giménez).

Parte da história é narrada por Carol, uma enfermeira, sempre olhando para a câmera (para o espectador); a outra parte narra as desavenças e diferenças entre os irmãos no que diz respeito ao modo de vida de cada um, mas com o ponto comum de descuidarem do pai, que dá sinais de senilidade, o que obrigará um cuidado mais efetivo do trio. Mas quem? O ator com dificuldades financeiras (Julián), o bon vivant, casado com uma mulher rica, que lançou seu primeiro romance (Victor) ou uma professora?

Victor e Natália dão sustentação econômica ao pai e, lógico, raciocinam que Julián não dá a devida contribuição afetiva, já que esta é a forma de compensação pela ausência dele na partilha de custos com o pai.

Assim, em duplas ou os três juntos, as distensões familiares guardadas ao longo dos anos vão aflorando de forma mais intensa, tendo Carol como um elemento que faz o contraponto, permitindo reflexões para quem assiste.

O final é surpreendente e impactante, porque é impossível não associar a narrativa com acontecimentos da vida real.

Produzido em 2026, possui 78 minutos. 

Segue o trailer oficial:








quarta-feira, 6 de maio de 2026

Cinema

A Conexão Sueca - Direção de Thérese Ahlbeck e Marcus Olsson


 Duas postagens sobre filmes recentes. Primeiro esse sueco que trata do sempre sensível tema da perseguição aos judeus durante a Segunda Grande Guerra. Parece ser um assunto inesgotável e esta obra baseada em fatos reais corrobora este sentimento.

Em 1942, Estocolmo, um servidor público sueco, Engzell (Henrik Dorsin), e sua equipe, em especial, a Srta. Vogl (Sissella Benn), a mais jovem integrante, vê-se diante de um dilema, qual seja, trazer de volta para a Suécia judeus suecos, eles que estão correndo riscos de ir para os campos de extermínio e estão esparramados por diversos países europeus.

Ele, Engzell, é considerado um subalterno de pouco brilho, assim como o seu setor, que está instalado num pequeno porão, sem a importância na hierarquia burocrática do seu ministério. Em tese, nada de relevante poderia sair dali.

Além disso, a Suécia manteve durante a guerra uma "política de neutralidade", os principais dirigentes optavam sempre por ignorar as atrocidades que o Nazismo cometia. São apenas rumores, asseveravam.

Com o sangue novo no staff (Rut Vogl), a situação muda, pois o pacato e discreto Engzell, que seguirá "discreto", enceta uma série de ações para repatriar os judeus suecos, o que lhe dará muito trabalho no enfrentamento natural dos alemães e de suas chefias, sempre tementes a uma represália dos nazistas, a maior, a possível invasão ao seu país.

Buscando brechas burocráticas, a equipe de Engzell salvou mais de 100 mil judeus na Europa.

Apesar do tema, o filme dá espaço para a comicidade e torna leve o desenrolar da trama.

Produzido em 20226, possui 102 minutos.

Segue o trailer oficial:




quarta-feira, 29 de abril de 2026

Literatura

Dica de Leitura

O Beijo da Mulher Aranha - Manuel Puig

Fechando abril, que dediquei ao país irmão, escolhi esta obra que está completando 50 anos e é muito conhecida pelo filme que ela inspirou (direção do argentino Hector Babenco), estrelado por Raul Júlia, Sônia Braga e William Hurt.

Na cadeia, em Buenos Aires, na metade dos anos 70, Valentin e Molina, o primeiro, um contestador da política argentina que vive uma ditadura militar, o outro, um homossexual, cumprindo pena por "corromper menores". O passatempo deles é falar sobre filmes, nos quais Molina narra vários para Valentin, detalhadamente, em especial, Cat People, no Brasil, O Sangue da Pantera.

Com o passar do tempo, o desdém de Valentin vai se transformando em respeito e afeição por Molina, que acaba libertado, mas vigiado, porque a repressão entende que ele poderá ser uma fonte de informações sobre os companheiros de Valentin.

O fim trágico deixa claro que se trata de uma obra política e social, entre críticas à ditadura vigente e à opressão sexual daqueles tempos.

Lançado em 1976, possui 248 páginas; a editora é a Todavia.

sábado, 25 de abril de 2026

Galeria

Galeria 

Norma Aleandro nasceu Norma Maria Aleandro, no dia 2 de maio de 1936, em Buenos Aires, Argentina. Alguns de seus filmes são: A História Oficial (La Historia Oficial-1985), Gaby, uma história verdadeira (Gaby: A True Story-1987) e O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia-2001).

domingo, 19 de abril de 2026

Música

Consumación o Consumo - Fricción 


A banda Fricción formou-se em 1985 com dois "monstros" da música argentina: Gustavo Ceratti (Soda Stereo) e Fernando Samalea (êxito em carreira solo), guitarrista e baterista, respectivamente. Completavam o grupo o líder Richard Coleman (vocal e guitarra), Christian Basso (baixo), Gonzo Palacios (saxofone) e a vocalista Celsa Mel Gowland.

Em 1986, lançaram o álbum de estreia, este que posto.

Segue o disco na íntegra:






terça-feira, 14 de abril de 2026

Música

 Arco Íris - Arco Íris

Banda formada na segunda metade dos anos 60, cujo principal integrante era Gustavo Santaolalla, guitarra e voz, que se transformou num grande astro internacional, inclusive ganhando por duas vezes o Oscar, fruto de trilhas sonoras (Brokeback Mountain e Babel, 2005 e 2006, respectivamente).

Outros integrantes são Guillermo Bomdarampé, baixo, Ara Tokatlian, sopros e teclados e Alberto Cascino, bateria.

Em 1970, ela lançou seu primeiro álbum (homônimo), considerado sua obra-prima.

As faixas são:

01- Quiero Llegar

02- Hoy Te Mire

03- Camino

04- Coral

05- Te Quiero , Te Espero

06- Luli

07- Cancion de Cuna para el Niño Astronauta

08- Y Una Flor

09- Tiempo

10- Y Ahora Soy

Segue o disco na íntegra:



segunda-feira, 13 de abril de 2026

Cinema

Tempo de Revanche - Direção de Adolfo Aristarain 

Dando continuidade à proposta de dedicar postagens à Argentina neste abril, segue um clássico do cinema portenho, Tiempo de Revancha. Mais uma parceria do diretor com seus atores de confiança.

Pedro Bengoa (Federico Luppi) aceita assumir a supervisão de exploração de minas de cobre no interior da Argentina para a multinacional Tulsaco. Leva com ele, Amanda (Haydee Padila), sua esposa.

Lá, ele observa as condições subumanas a que são submetidos os trabalhadores, atuando com alto risco de vida. Também no local, Bengoa encontra seu amigo Di Toro (Ulises Dumont), antigo companheiro de lutas operárias, que vive o drama de ter ficado viúvo.

Di Toro lhe revela um plano para lograr a empresa, forçando um acidente de trabalho, que o deixará mudo (temporariamente), podendo assim ganhar uma indenização da empresa e mudar de ares, porém, precisa da ajuda dele, Bengoa.

Este embarca na aventura, que irá alterar completamente a sua vida, a de Di Toro e de sua esposa para sempre.

No elenco estão Julio De Grazia como Larsen, o advogado, Alberto Bonegas (Gojo), Enrique Liporace (Basile) e o brasileiro Jofre Soares como o pai de Pedro.

Um clássico do cinema sul-americano Deixo dois links com resenhas dele, mostrando a importância obtida na época e a sua repercussão sentida até os dias de hoje pela coragem da exposição do sistema capitalista durante a ditadura militar iniciada em março de 1976.

Produzido em 1981, tem 107 minutos.

Links abaixo:

Página 12 e Revista 24

Segue o trailer: