Um Dia de Fúria - Direção de Joel Schumacher
Demorei três décadas para ver esta obra de Joel Schumacher (O Primeiro ano do resto de nossas vidas, Batman Eternamente, entre outros trabalhos), porque não havia me chamado a atenção.
No entanto, após ler a crítica do jornalista Ticiano Osório (ZH), na qual ele mencionava que certas insatisfações do personagem principal Bill Foster (Michael Douglas), ainda estão presentes em nosso tempo, mesmo sob os olhos de um desequilibrado emocional. Aí, eu fui atrás do filme.
Bill está desempregado (função de engenheiro numa indústria de armas) e, no início da trama, vê-se num engarrafamento à entrada de Los Angeles, justamente no dia do aniversário de sua filha pequena, que tem com Beth (a sempre bela Barbara Hershey), de quem está divorciado.
Bill abandona o carro ali mesmo, parado no trânsito, e sai a caminhar, tentando chegar ao seu destino final, a casa de sua ex-esposa, com quem sonha uma reconciliação.
No caminho, a paciência e a sanidade de Bill são desafiadas por encontros inusitados, como o de descendentes de latinos, provavelmente mexicanos ou porto-riquenhos, que tentam extorqui-lo.
O incidente inicial torna-se uma espécie de "guerra", da qual Bill se safa, matando o bando de delinquentes "chicanos" que o perseguia.
A espiral de brutalidade avança, quando se rebela com o preço de uma Coca-cola num pequeno mercado, ali, destrói algumas prateleiras e ameaça o proprietário; depois, uma cena hilária dentro de um 'fasf food", onde não tem o seu pedido de café atendido.
Mais tarde, o contato com um neonazista (o magistral Frederic Forrest), que o confunde com um simpatizante da causa supremacista e o embaraça, culmina com nova morte.
Enfim, a história desenrola-se; mostra a sociedade doentia que envolve o personagem principal, que, por sua vez, é uma síntese das patologias que afetam boa parte dos norte-americanos.
Paralelamente, outro personagem ganha importância: é Prendergast (Robert Duvall), um policial vivendo o seu último dia de ativo e com sérios problemas conjugais decorrentes de traumas psicológicos da cônjuge (Tuesday Weld). É ele que começa a ligar os pontos que identificam a ação predatória de Bill nos diversos eventos de violência. Ele vai contar na empreitada, somente com a detetive Sandra (Rachel Ticotin).
O decorrer da trama amplia o suspense, porque as possibilidades do final são muitas:
Beth, que tem medida protetiva, se safará da insanidade do ex-companheiro?
Prendergast sobreviverá à sua derradeira ação na caçada do assassino?
Bill conseguirá o seu intuito de se aproximar de sua filha no dia de seu aniversário?
Resumindo: um filmaço.
Produzido em 1993, possui 113 minutos.
Segue o trailer:








