Aqui vou tratar quase que exclusivamente de Música,Cinema e Literatura. Sugestões que serão pontuadas pela curiosidade, qualidade e algumas pela indisponibilidade na rede mundial.
Banda formada na segunda metade dos anos 60, cujo principal integrante era Gustavo Santaolalla, guitarra e voz, que se transformou num grande astro internacional, inclusive ganhando por duas vezes o Oscar, fruto de trilhas sonoras (Brokeback Mountain e Babel, 2005 e 2006, respectivamente).
Outros integrantes são Guillermo Bomdarampé, baixo, Ara Tokatlian, sopros e teclados e Alberto Cascino, bateria.
Em 1970, ela lançou seu primeiro álbum (homônimo), considerado sua obra-prima.
Dando continuidade à proposta de dedicar postagens à Argentina neste abril, segue um clássico do cinema portenho, Tiempo de Revancha. Mais uma parceria do diretor com seus atores de confiança.
Pedro Bengoa (Federico Luppi) aceita assumir a supervisão de exploração de minas de cobre no interior da Argentina para a multinacional Tulsaco. Leva com ele, Amanda (Haydee Padila), sua esposa.
Lá, ele observa as condições subumanas a que são submetidos os trabalhadores, atuando com alto risco de vida. Também no local, Bengoa encontra seu amigo Di Toro (Ulises Dumont), antigo companheiro de lutas operárias, que vive o drama de ter ficado viúvo.
Di Toro lhe revela um plano para lograr a empresa, forçando um acidente de trabalho, que o deixará mudo (temporariamente), podendo assim ganhar uma indenização da empresa e mudar de ares, porém, precisa da ajuda dele, Bengoa.
Este embarca na aventura, que irá alterar completamente a sua vida, a de Di Toro e de sua esposa para sempre.
No elenco estão Julio De Grazia como Larsen, o advogado, Alberto Bonegas (Gojo), Enrique Liporace (Basile) e o brasileiro Jofre Soares como o pai de Pedro.
Um clássico do cinema sul-americano Deixo dois links com resenhas dele, mostrando a importância obtida na época e a sua repercussão sentida até os dias de hoje pela coragem da exposição do sistema capitalista durante a ditadura militar iniciada em março de 1976.
Uma maravilhosa película argentina, desta vez, com atores veteranos fantásticos, o espanhol Manuel Alexandre como Fred e a uruguaia China Zorrillo como Elsa.
Trata-se da relação entre o triste e amargo recém-viúvo, por hora, sem rumo na vida e submisso às vontades da filha, e da senhora jovial, cheia de vida, alegre, com projetos, cujo destino os colocou lado a lado.
Ambos estão próximos dos 80 anos.
A transformação do hipocondríaco Fred é rápida, encontrando na nova companhia razões para o otimismo de viver, pois Elsa é capaz de elevar a estima de quem quer que se aproxime dela, uma verdadeira enciclopédia de autoajuda.
No entanto, ela traz consigo um segredo que pode pôr em risco o futuro deles.
É uma belíssima história de amor na chamada terceira idade.
O Matadouro (em português), escrito em 1838 e publicado somente mais de três décadas depois, é considerado o primeiro conto produzido na América.
Em poucas páginas, menos de 40, Echeverría apresenta o conflito entre a civilização e a barbárie, isto é, entre os grupos federalistas e unitaristas, os selvagens e os cultos, os de Juan Manoel Rosas versus a oposição elitista e intelectual.
A violência no texto não é explícita, mas aparece em quase todas as páginas no ofício de abater o gado, na extrema pobreza manipulada e no radicalismo dos federalistas.
Apenas no final, com o aprisionamento de um solitário jovem unitarista e a ação de Matasiete, um açougueiro, carrasco e esfolador de reses contra este inimigo, as sevícias são apresentadas de forma mais crua, escancarando o motivo que permeia o conto, que é a barbárie dos seguidores de Rosas.
Esta obra é uma das mais estudadas e pesquisadas no mundo literário e é fácil de encontrar na rede mundial.
Um dos maiores clássicos da América do Sul.
Publicado em 1871, possui 32 páginas. A sua primeira edição ocorreu pela Revista del Río de La Plata.
Fabiana Cantilo nasceu no dia 3 de março de 1959 em Buenos Aires, Argentina. É cantora e compositora. Alguns de seus álbuns são: Detectives (1985), Fabiana Cantillo y Los Perros Calientes (1988) e Algo Mejor (1993).
Neste mês dedicado ao país-irmão, apresento mais um clássico do rock portenho, no qual Charly Garcia teve um papel fundamental. Refiro-me à banda que ele formou com Oscar Moro, David Lébon e Pedro Aznar: o mítico Serú Girán, que surgiu em 1978 e permaneceu ativo até 1982.
A banda produziu cinco álbuns, todos de excelente qualidade. Destaco o quarto (Peperina), lançado em 1981.
Abrindo o mês de abril, escolhi este discaço progressivo da banda de Charly Garcia, junto com feras do rock argentino como o baterista Oscar Moro, ex-Los Gatos, Carlos Cutaia, ex-Pescado Rabioso, o grupo de Spinetta, José Luiz Fernandez, ex-Crucis, e Gustavo Bazterrica, mais tarde, integrante do Los Abuelos de La Nada.
Fizeram apenas dois discos e eu posto o segundo, que foi produzido em 1977.