Case 137 - Direção de Dominik Moll
Quem for buscar informações sobre o filme encontrará posições díspares: elogios generosos e algumas críticas (não tão depreciativas) que diminuem a avaliação dele.
Estou entre os que gostaram. Trata-se de um caso, o 137, de abuso nas ações dos policiais nas ruas de Paris, com excessos pontuais na repressão às passeatas.
Elas (as ações), ao tentarem reprimir uma manifestação de servidores públicos e simpatizantes da causa (questões salariais e melhores condições de trabalho), atingem com balas de borracha (LBD) um jovem (Guillaume) e prendem outro, Rémi (Valentin Campagne).
Guillaume (Côme Péronnet) fica em estado grave, pois foi atingido na cabeça, e sua mãe e irmã (Sandra Colombo e Mathilde Riu) vão até a responsável pelo setor da polícia que atua na avaliação e acompanhamento dos colegas em suas missões, em busca de justiça.
É um ofício cruel o de analisar e até punir, quando necessário, os seus colegas de farda.
Stéphanie (Léa Drucker) inicia com mais dois servidores, Benoit (Jonathan Turnbull) e Carole (Mathilde Roerich), o processo investigativo sob os olhares desconfiados dos parentes das vítimas (Rémi e Guillaume) e de reprovação e censura da corporação a que pertence.
Ela, Stéphanie, à medida que avança na busca pela verdade, encontra entraves e obstáculos internos que a colocam entre a sua consciência e seu profissionalismo e o risco de sofrer boicote e até sanções regimentais na carreira, porque certos movimentos que realizou escapam da cartilha de sua função.
Lembrei o clássico de Costa-Gavras, Z, de 1969.
É de 2025, possui 116 minutos:
Segue o trailer:








