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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Cinema


Em Trânsito - Direção de Christian Petzold 

Mais uma postagem da filmografia do alemão Petzold (Yella, Barbara, Jericó, Wolfsburg). Tranzit, nome no original, traz um exercício interessante para quem o assiste, o de ver misturados tempos e fatos da Segunda Guerra Mundial, a ocupação germânica na França e eventos atuais, justamente para demonstrar elementos comuns aos dois períodos, embora um deles, o da guerra, seja um ato explícito de violência física, que está ausente no presente. 

A história começa com a ocupação de Paris pelos nazistas, ou melhor, a aproximação teuto da capital dos franceses, onde Georg (Franz Rogowski) resolve fugir para Marselha, juntamente com um amigo. Antes da fuga, ele recebe uma missão de outro conhecido, qual seja, levar uma correspondência para um escritor. 

Porém, ao encontrar o destinatário, assiste à sua morte, quando viajam clandestinos num trem. Georg consegue se livrar do cerco alemão e, por necessidade, assume a identidade do escritor chamado Franz Weidel, o que pode lhe dar vantagens na busca por um passaporte para a América (EUA ou México).

Em Marselha, ele faz amizade com Driss (Lilian Batman), um menino africano, e sua mãe muda (Maryam Zaree). O garoto se afeiçoa a ele a ponto de imaginar em Georg um sentimento paternal, o que, mesmo doído, não o impede de buscar o seu objetivo, antes, ajudando Driss e a mãe (Melissa) a saírem da França.

Georg, em suas muitas idas à embaixada, cruza com pessoas com o mesmo objetivo, casos de uma arquiteta vivida por Barbara Auer e Heinz (Ronald Kukulies), além de uma bela mulher, sempre parecendo aflita, que ele descobre ser a agora viúva de Weidel, Marie (Paula Beer), que também planeja ir para além do Atlântico, mas acompanhando Richard, um médico, pois havia se separado do marido.

Com os caminhos se cruzando e a novidade (morte do marido), Georg e Marie se apaixonam e pensam em fugir juntos para a América, mas terão contra si uma série de obstáculos, como a manutenção da farsa de se passar pelo escritor, a perseguição nazista e a presença de Richard.

Conseguirão?

Produção franco-germânica de 2018, Tranzit é a derradeira parte da trilogia "Amor em tempos de Sistemas Opressivos", que tem Barbara (2012) e Phoenix (2014). 

Possui 101 minutos.

Segue o trailer oficial:





segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Cinema

Wolfsburg - Direção de Christian Petzold 

Petzold, diretor de Bárbara, Jericó e Fantasmas, realizou esta obra intensa, onde a consciência mexe o tempo todo com o principal personagem, Phillip (Benno Fürmann), após o acidente em que ele atinge com o carro um menino que andava de bicicleta na estrada próxima a Wolfsburg e não socorre. No momento, Phillip discutia com a sua namorada, Katja (Antje Westermann) pelo telefone.

A partir deste acontecimento, ele cheio de culpa, busca informações sobre o acidente. Inicialmente, a criança estava hospitalizada, cuidada pela mãe, Laura (Nina Hoss), uma operária industrial. À princípio aliviado, Phillip se aproxima dela, mas o garoto veio a óbito, aumentando o seu drama.

Paralelo a essa tragédia, Phillip vive instabilidade na empresa, uma concessionária de carros, cujo proprietário é o seu futuro cunhado, que não aprova a forma de relacionamento dele com Katja e o ameaça de demissão.

Essas duas situações, a morte do menino e o risco de perder um cargo importante, se tornam o fio condutor da história, que tem em Laura, outro elemento importante, pois a aproximação de ambos sem o conhecimento dela da responsabilidade de Phillip na perda de seu filho, é outro ponto que prende a atenção, gerando expectativa quanto ao desfecho do filme, pois, ela busca de forma incessante justiça na morte de seu filho.

Produzido em 2003, possui 90 minutos.

Segue o trailer: