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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Cinema


Buongiorno, notte - Direção de Marco Bellocchio




Obra muito interessante deste estimado diretor italiano sobre um acontecimento marcante da vida da Itália; o sequestro e execução do primeiro-ministro Aldo Moro, fato ocorrido em 1978.
Já indiquei o filme vide O Caso Moro sobre este tema.
Bom dia, Noite (título nacional) trata do mesmo evento, porém, pela perspectiva da única mulher entre os sequestradores, membros das Brigadas Vermelhas.
Ela, Chiara (Maya Sansa) é mais frágil e coloca dúvidas sobre a eficácia da execução, especialmente, porque é a única do grupo que tinha liberdade para continuar mantendo a rotina diária, casa, trabalho, passeios, contatos externos, estes últimos parecem clarear seus pensamentos quanto a estarem fazendo o jogo dos opositores e até dos partidários de Moro, a Democracia Cristã.
Com uma trilha sonora ótima que inclui Schubert, Verdi e Pink Floyd,  a película de Bellochio nos faz refletir quanto aos lados da moeda chamada política. 
Pelo menos, neste episódio italiano.
No elenco, além de Maya Sansa, estão em destaque, Luigi Lo Cascio (Mariano), Pier Giorgio Bellocchio (Ernesto) e Robert Herlitzka (Aldo Moro).
Produzido em 2003, possui 106 minutos.
Segue o trailer:



terça-feira, 28 de novembro de 2017

Cinema



Vincere - Direção de Marco Bellocchio


Obra-prima do consagrado diretor Marco Bellocchio, que aborda através da vida de Mussolini, a luta de uma mulher guerreira e insana, Ida (Giovanna Mezzogiorno), a amante do Duce que teve um filho dele para logo ser “escanteada” e ver Mussolini casar com Rachele (Michela Cescon).
O filme começa com o futuro comandante fascista duelando com a Igreja, desafiando com expressões que desacreditavam da existência de Deus. Isso fascina Ida que se doa totalmente ao jovem líder, ainda socialista.
Ao ser trocada, Ida acaba sendo escondida pelos partidários de Mussolini até a extrema medida de ser colocada num hospício.
São duas vidas contadas na película, Benito (Filippo Timi) e Ida, uma mulher resistente, que poderia “simplificar as coisas” se renunciasse à verdade; ironicamente, atitude fomentada pela Igreja, agora uma aliada do ditador, após o Tratado de Latrão que devolveu o Vaticano aos católicos na criação dos Estados Pontifícios.

Produzido em 2009, Vincere (Vencer em latim) possui 128 minutos. Imperdível.
Segue o trailer: