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sábado, 27 de setembro de 2025

Cinema

Três Dias do Condor - Direção de Sydney Pollack 

A morte de Robert Redford amplia o rol de grandes artistas das artes que o ano de 2025 registrou. Hermeto Pascoal, Claudia Cardinale, Ângela Ro Ro, Luis Fernando Veríssimo e tantos outros.

Escolhi este thriller interessante dentro da vasta filmografia de Redford, justamente porque está completando meio século.

É a história de um funcionário de um escritório de literatura e história. Turner (Robert Redford) sai para tomar ou buscar lanche; isto o salva de um massacre, pois, na verdade, o local e o trabalho são uma camuflagem para a atuação da CIA (Central Intelligence Agency). Através deste grupo, que se supõe desconhecer a finalidade do trabalho, e, com certeza, esta natureza das atividades é a causa do morticínio. São seis pessoas executadas.

A partir do fatídico evento, Turner, antes de sair em fuga, telefona para o seu chefe, o contato fora do escritório, que o orienta a permanecer ali e aguardar, mas o que ocorre é a tentativa de eliminá-lo também. O executor é o personagem vivido por Max Von Sidow, um matador de aluguel, sem vínculo maior com os mandantes.

Percebendo que seria assassinado, Turner se afasta e faz de refém em seu carro Kathy (Faye Dunaway), conseguindo, assim, evitar momentaneamente o êxito da caçada de seu algoz.

O filme é mais político do que uma simples narrativa de aventura ou suspense. É produto do ambiente dos anos 70, em que estão outros clássicos como A Conversação, O Segundo Rosto (este, um pouco antes) e Todos os Homens do Presidente.

É de 1975, possui 117 minutos.

Segue o trailer:



  


quarta-feira, 23 de novembro de 2011


A Noite dos Desesperados - Direção Sydney Pollack - 1969



Como todos sabemos em 1929 a quebra da bolsa de valores de New York levou o mundo a bancarrota e evidentemente, a nação norte-americana viveu a derrocada sócio-econômica com mais intensidade. Um dos raros aspectos positivos da crise foi o de propiciar a literatura e ao cinema fazerem dobradinhas magníficas, produzindo obras densas de grande sensibilidade, clássicos como os de John Steinbeck e John Ford em Vinhas da Ira. Deste segmento, encontramos o livro de Horace McCoy,  Mas não se matam Cavalos? e o filme homônimo que no Brasil recebeu o nome de A Noite dos Desesperados com direção de Sydney Pollack . A película teve 9 indicações para o Oscar, entre eles a de Jane Fonda, Gig Young, Red Buttons e Susanah York, além de direção. Há de salientar também, o desempenho de Michael Sarrazin, direção de arte, melhor roteiro adaptado e a trilha sonora.
Vamos a história: Durante a Grande Depressão dos anos 30 os norte-americanos se deslocaram principalmente para o Oeste em busca de sobrevivência (isso mesmo !!) e o cinema poderia ser a solução, enquanto aguardam por uma chance, Robert (Sarrazin) e Glória (Jane Fonda) unem-se numa maratona musical que poderá lhes render um vultoso prêmio. Vários casais dançam numa pista que mais parece um picadeiro de circo, competindo até que deles reste apenas um. São tipos desesperados, de várias origens que tem um único objetivo: o dinheiro do primeiro lugar. Um mestre de cerimônias conduz aquela arena para o delírio mórbido da multidão que se posiciona tal qual as turbas romanas no Coliseu. O filme é todo dramático, mas o ponto crucial é exatamente o final, quando os protagonistas chegam a conclusão que lhes resta muito pouco daquela vida miserável. Em pequenos papéis ainda aparecem Bruce Dern e Bonnie Bedellia. 120 minutos.