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domingo, 24 de janeiro de 2016

Cinema



Feios, Sujos e Malvados - Direção de Ettore Scola


Prossigo fazendo uma singela homenagem ao grande cineasta, que nos deixou nesta semana. 
São tantas as obras-primas, que é difícil escolher (o ideal é ver toda a sua produção na íntegra); a exemplo de Altman, Forman e Kurosawa, gosto de tudo que Scola dirigiu.
Nós, que nos amávamos tanto e este Feios, Sujos e Malvados, são os mais conhecidos dele, embora o meu preferido seja Um Dia Muito Especial.
A história se passa em Roma, zona pobre, onde vive a família de Giacinto (Nino Manfredi); é mais de uma dezena de pessoas, acima de tudo, sobrevivendo em três dependências da casa,  As condições de vida são péssimas, ainda que o patriarca tenha uma reserva financeira, originada por indenização (ele perdeu um olho trabalhando), por isso, a grana fica o tempo todo com ele, porque não confia em ninguém.
Para complicar a situação, Giacinto traz para morar ali, a sua amante.
No elenco estão: Maria Luisa Santella, Francesco Anniballi, Maria Bosco e Gisela Castrini.
Em 2016, a obra completará 40 anos (1976). Tem 115 minutos.
Segue trailer que homenageia a película:



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cinema


Splendor - Direção de Ettore Scola


Recém, revi Cinema Paradiso, o fantástico filme de Giuseppe Tornatore, que tem como tema o encanto da sétima arte na vida de certas pessoas; pois, na mesma época do lançamento dele, Ettore Scola, um dos gênios do cinema, que cito no perfil do blog, falecido ontem, 19 de Janeiro, produziu Splendor, cujo tema é semelhante, no caso, um homem, Jordan (Marcelo Mastroiani), dono de uma casa de cinema, numa cidade interiorana da Itália, depois de 3 décadas, luta para mantê-la ativa e assim, evitar o seu tombamento (físico), o que ocorrerá, se consolidar a sua venda.
Conta com dois amigos antigos, Luigi (Massimo Troisi) e Chantal (Marina Vlady) nesta luta desigual.
Produzido em 1989, tem 110 minutos.
Scola está entre os 3 diretores, cuja obra cinematográfica, eu mais gosto.
Segue o trailer do filme:


domingo, 14 de abril de 2013


Um Dia Muito Especial - Direção de Ettore Scola




Um dos filmes mais belo que conheço. Praticamente dois personagens em cena, mas que mantém o pique. A história se passa num único dia, 6 de Maio de 1938, quando Hitler visita a Itália de Mussolini, selando um acordo que vai desembocar na 2ª Guerra Mundial no ano seguinte. Toda a Roma se prepara para ir festejar o encontro. Antonietta (Sophia Loren), uma dona de casa típica daqueles tempos, arruma marido e filhos, porém fica em casa. Acidentalmente, acaba se encontrando com Gabrielle (Marcelo Mastroianni), morador do mesmo condomínio com que nunca falara. Ele é um radialista, recentemente demitido por ser considerado comunista e ao longo da trama, descobriremos que também, por ser homossexual. Antonietta nunca mais será a mesma, depois desse dia muito especial. Produzido em 1977. tem 105 minutos. Imperdível



domingo, 28 de outubro de 2012



                          O Baile - Direção de Ettore Scola


Hoje revi esta obra-prima do cinema mundial em todos os tempos. Pode um filme sem diálogos ser criativo e encantador? Scola prova que sim. Numa produção ítalo-francesa, cinquenta anos da França são representados, 1930 a 1980, num salão de baile. A história servindo como elo para desempenhos fantásticos dos atores, associados a um roteiro maravilhoso. Num mesmo cenário, a dança e música de cada época vão contando o cotidiano francês até a chegada dos anos 80 e o fenômeno "disco". Um elenco afinadíssimo que é impossível registrar algum nome específico. Ganhou o César francês e o Urso de Prata de Berlim.  Produção de 1983. Possui 112 minutos. Imperdível.Inesquecível.
 

sexta-feira, 23 de março de 2012




             Casanova e a Revolução - Direção de Ettore Scola



Grande filme realizado em 1982 pelo diretor Scola em cima de um episódio marcante para a  Humanidade, o dia 20 de Junho de 1791 que ficou conhecido com a Noite de Varennes, quando os reis Luix XVI e Maria Antonieta tentaram deixar a França, buscando refúgio junto às nações simpáticas a Contra-revolução. Fogem de carruagem até serem capturados em Varennes. No entanto, a história contada nesta película se detém em outra carruagem que vai seguindo a uma boa distância da comitiva real, cujos ocupantes são diversos em suas origens, entre eles, o conquistador decadente Giacomo Casanova, brilhantemente interpretado por Marcelo Mastroiani, uma Condessa fiel à rainha, Sophie (Hanna Schygulla), um escritor pró-revolução, Restif de La Bretonne (Jean-Louis Barrault), um republicano inglês que participou da luta pela independência dos EUA, Thomas Paine (Harvey Keitel). Um filmaço que conta também com Andrea Ferréol, Jean-Claude Brialy, Laura Betti, Michel Picolli e Jean-Louis Trintgnant. São 150 minutos. Optei por este cartaz, por achar mais bonito que o brasileiro.