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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Cinema

O Agente Secreto - Direção de Kléber Mendonça Filho 

O pernambucano Kléber Mendonça Filho tem uma sequência de êxitos cinematográficos, especialmente da crítica especializada, como O Som ao Redor, Bacurau, Aquarius e Retratos Fantasmas, além de uma extensa filmografia anterior.

Pois ele agora apresenta um arrasa-quarteirão chamado O Agente Secreto, em que tudo funciona: trilha sonora, ambientação, atores em alta performance, em especial Vagner Moura (Marcelo, Armando, Fernando) e Tânia Maria (Dona Sebastiana), mais um enredo maravilhoso.

A história começa em 1977, em Pernambuco, com Marcelo retornando a Recife. Ele tenciona se esconder da perseguição da feroz ditadura brasileira. Está incluído num programa de proteção e aí se instala nas dependências de um condomínio, coordenado pela Dona Sebastiana, onde estão Cláudia, um dentista (Hermila Guedes) e até estrangeiros africanos, Teresa e Euclides (Isabel Zuuá e Licínio Januário), programa esse que tem Sarah (Maria Cândida Fernando) como a principal articuladora no Brasil.

Marcelo é um professor e cientista, que está sendo caçado por um poderoso industrial, amigo da ditadura, pois o confrontou, assim, vira objetivo de morte por matadores de aluguel contratados, justamente para "dar cabo" de Marcelo.

Nesta rede de relacionamentos, o professor convive com o filho pequeno, Fernando, criado pelos avós, já que a sua companheira morreu cedo. Também, a obra mostra o mundo corrupto e sujo deste tenebroso período da nação brasileira.

Mas, como quase todos os filmes de Mendonça, há espaço para a celebração do cinema, com citações dos cines São Luiz e Boavista, além de encontros dentro das salas de projeção e exposição de vários cartazes de clássicos como Tubarão, que causava um furor na cidade, ampliado pelo aparecimento dentro de um exemplar abatido, de uma perna humana masculina.

O diretor ainda apresenta peças da cultura nordestina, como o frevo e outras manifestações sociais, dando um condimento a mais à beleza do filme.

Há a gratificante homenagem de contar num papel pequeno, o ator alemão Udo Kier, que faleceu no final de 2025, presente anteriormente em Bacurau.

Imperdível.

Produzido em 2025, possui 158 minutos de duração.

Segue o trailer oficial:





quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Cinema



Bacurau 
 Direção de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles



Terceira obra que vi do diretor Kléber Mendonça, desta vez em companhia de Juliano Dornelles. Apesar de ser um grande filme, gostei mais dos dois anteriores.
Bacurau é "um faroeste brasileiro", pelo menos, foi assim que vi a matança dos moradores da cidade que dá o nome a obra e sua reação.
Um misto de suspense e pitadas de terror, que me remeteu (essa combinação) a obras de Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno) e até O Confronto Final (Southern Comfort) de Walter Hill, dois clássicos.
Bacurau, sertão de Pernambuco, vê o seu povo ameaçado de morte, quando alguns habitantes aparecem baleados e a desconfiança recai sobre um grupo de estrangeiros que aos poucos vai aparecendo em cena.
O resultado é a busca da união dos moradores e preparar uma armadilha para o enfrentamento derradeiro e a revelação de quem está por trás da ideia da caçada.
No elenco estão Thomas de Aquino, Bárbara Colen, Silvero Pereira, Sônia Braga e Udo Kier.
Segue o trailer:









sexta-feira, 29 de abril de 2016

Cinema



O Som ao Redor - Direção de Kléber Mendonça Filho


Grande filme brasileiro realizado fora do eixo Rio-São Paulo, mais exatamente, Pernambuco.
A obra mostra o cotidiano de uma rua de classe média, onde várias histórias se cruzam, personagens interessantes que vão construindo a trama como a de Bia (Maeve Jinkings), uma dona de casa, que sofre com os latidos do cachorro do vizinho, Clodoaldo (Irandhir Santos), que monta uma equipe de segurança para garantir a tranquilidade da vida dos moradores daquele lugar. 
Há também, João (Gustavo Jahn), que cuida dos diversos imóveis de seu avô, Francisco (Waldemar José Solha) e tem um novo relacionamento afetivo, Sofia (Irma Brown).
O som no filme é importantíssimo, porque consegue dar o tom certo para cada situação que vai surgindo, especialmente, quando a tensão aumenta com a presença da equipe de segurança, que ameaça o domínio de Francisco.
Indicado ao Oscar, O Som ao Redor é inovador e inquietante.
Lançado em 2013, possui 131 minutos.
Segue o trailer: