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sexta-feira, 20 de junho de 2025

Literatura

Dica de Leitura

Especulações Cinematográficas - Quentin Tarantino 

Quem é fã deste cineasta, não pode deixar de ler esta obra em que Tarantino relata a sua relação com o cinema desde os "tenros" anos em que namorados de sua mãe e amigos da família, em especial, o negro Floyd Ray Wilson, o levavam para ver as sessões duplas, mesmo que não tivesse idade recomendada para assistir determinados filmes.

Além destas narrativas que incluem obras da black exploitaton, exibidas quase que exclusivamente em bairros negros e outras de temáticas violentas com comentários muito próximos de serem chamados de autobiográficos, Quentin também analisa determinadas películas em vários detalhes.

 Esses detalhes são resultantes de entrevistas ou bate-papos com diretores, críticos de cinema, produtores e demais agentes que se envolveram na realização de clássicos vide Comentários. São treze filmes que, de uma forma ou outra, influenciaram fortemente a carreira do cineasta. Todos eles vistos por ele na infância ou adolescência num espaço compreendido entre 1968 e 1981. Vale lembrar que Quentin nasceu em março de 1963.

Em cada um destes 13 clássicos, Tarantino desfia com clareza as diversas influências ou inspirações que eles receberam, ou seja, o leitor acaba recebendo detalhes de clássicos que ajudaram na construção destes 13 filmes selecionados.

Para quem viu os filmes citados na primeira fase do livro, é possível entender melhor muitas das realizações do prodígio nascido no Tennessee.

Quentin, no capítulo final, dedica um texto generoso e reconhecido a Floyd Wilson, salientando a sua forte influência na construção de sua carreira.

Lançado em dezembro de 2023, ele possui 400 páginas e a editora é a Intrínseca.

Imperdível.


domingo, 16 de fevereiro de 2020

Cinema



Era Uma Vez em Hollywood - Direção de Quentin Tarantino



Descobri que nunca postei nada de Tarantino. Gosto de todos os seus filmes. O mais recente é este, que concorreu a vários Oscars.
Os personagens centrais são Rick Dalton (Leonardo Di Caprio) e Cliff Booth (Brad Pitt), ator e dublê, respectivamente, que chegam ao final dos anos 60 em baixa, ou pelo menos na cabeça de Dalton. Booth lida bem com isso, Dalton se sente incomodado. 
Ele parece ser um produto de uma Hollywood que está fora de moda, agora repaginada pela contra-cultura e surgimento de novos cineastas, entre eles, Roman Polanski (Rafal Zawierucha), diretor "da hora " com O Bebê de Rosemary e Dança dos Vampiros, este último, estrelado pela sua mulher, Sharon Tate (Margot Robbie), que está grávida.
Polanski é vizinho de Dalton num condomínio na cidade do cinema.
Embora a história pareça ser de Dalton, ao longo do longa, Booth vira o verdadeiro protagonista, especialmente, quando bate de frente com a comunidade messiânica de Charles Manson (Damon Harriman), que na vida real, será o assassino de Sharon e mais quatro pessoas.
Quem conhece a obra completa de Tarantino e é seu fã, vai gostar muito deste, porque ele tem elementos muito presentes nas suas filmagens anteriores.
Há ainda, as presenças de Al Pacino, Michael Madsen e Kurt Russel.
Lançado em 2019, possui 160 minutos.
Segue o trailer: