Springsteen: Deliver me from Nowhere - Direção de Scott Cooper
Filme para fãs do "Boss", mas também para quem gosta de um bom programa.
O diretor contou com um elenco convincente, em especial, Jeremy Allen White, que encarna Bruce Springsteen para contar uma fase difícil do artista, logo após o estouro com The River, o álbum de 1980.
Bruce recorda as dificuldades de relacionamento com o pai, alcóolatra e violento, que, aliás, em sua biografia Born to Run, não é "pintado" dessa forma. Desconfio que esta imagem da película trata-se de uma "liberdade poética" do diretor ou outra fonte como base de pesquisa.
Springsteen, que é de 1949, passa por uma fase depressiva na chegada aos "30", 1979, etapa de 1981, que persiste até 1982, momento de distanciamento da mídia e de seus maiores compromissos comerciais.
Isola-se do mundo para compor uma obra taciturna, fechada, voz e violão, inicialmente. Ela resultou da inspiração em eventos retirados de filmes, jornais, livros, que o influenciaram durante o isolamento. Batizou-a de Nebraska.
Por ser completamente diferente dos discos anteriores, a gravadora e empresários tiveram dificuldades em absorver o horizonte, isto é, onde o artista queria chegar naquela fase de sua vida.
Na história de Bruce, há espaço para um relacionamento afetivo/amoroso com Faye (Odessa Young), uma garçonete, e a filha dela, que é pequena, que resultou sem perenidade.
Durante a produção das músicas de Nebraska, Springsteen também compôs algumas de suas memoráveis canções que fizeram parte de Born in USA.
Produzido em 2025, possui 120 minutos.
Segue o trailer:

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