quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cinema

Meu Nome é Agneta - Direção de Johanna Runevad


 Algumas análises ou resenhas classificam este filme como drama, mesmo tendo características desse gênero. Eu o identifico mais como uma comédia, porque a interpretação dos principais atores, Eva Melander (Agneta) e Claus Mänson (Einar), consegue manter leve a trama, minorando os obstáculos que ela lhes impõe.

A história começa na Suécia, onde Agneta tem uma rotina insossa, sem previsão de melhora, tanto profissional no departamento de trânsito, quanto afetiva, porque o seu esposo está cheio de atividades individuais como mergulhador e ciclista (até parece ter encontrado um novo amor). 

Os filhos estão crescidos, morando fora de casa, e ela, assim, aos 49 anos, olha para o futuro com pouca esperança de melhores dias. 

Para piorar, ela é demitida, mas isso abre um novo horizonte, quando descobre, por um anúncio de jornal, o emprego de cuidadora de uma pessoa na Provença, França. Resolve investir na vaga, mesmo diante da indiferença e até do ceticismo do companheiro, que imaginou a empreitada como um delírio dela, fadada ao fracasso e ao seu retorno ao lar.

Agneta vai com a cara e a coragem, sofrendo surpresas que a deixam de sobressalto, e a hipótese de desistência passou a acompanhá-la em seus pensamentos.

Para piorar, a criança que ela imaginava ser o objeto de sua contratação, na verdade, é um senhor idoso, homossexual, artista com um cotidiano absolutamente imprevisível e, aos poucos, promove nela uma revolução psicológica, revelando um ser humano diferente, cheio de vida, experimentando possibilidades jamais imaginadas, onde há espaço para conquistar novas amizades e, quem sabe, até um novo amor.

Produzido em 2026, possui 113 minutos.

Um filme para toda a família.

Segue o trailer:





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