Joan Baez - I am a Noise
Direção de Miri Navasky, Maeve O' Boyle e Karen O' Connor
É documentário para fãs e nesse ponto ele acerta em cheio, pois traz farto material de vídeos caseiros e fotos, desde a infância e, lógico, até as filmagens recentes.
É raro encontrar registros deste gênero, onde o artista nascido na década de 40 se vê na tenra idade através de filmes. Isso ocorre com Joan e sua família, pais, as irmãs Pauline e Margarita (Mimi), pela boa condição social de Alberto Baez, um mexicano, professor universitário, e da mãe, Joan, uma escocesa, descendente de duques.
Entremeando essas imagens antigas com depoimentos atuais, Joan desfia a relação com os pais, as irmãs, todos envolvidos com causas políticas (há cenas das passeatas ao lado de Martin Luther King Jr.), o patrulhamento sofrido por todos, a discriminação racial pelo fato de serem de origem latina. Os diversos locais da Europa e Estados Unidos, onde moraram por força das atividades de Alberto, e, principalmente, o desenvolvimento forte da consciência pelas lutas sociais.
Não poderia faltar a sua relação com o então jovem Bob Dylan, que, após a excursão deles à Inglaterra, determinou o rompimento e a frustração da cantora.
O casamento com David Harris e o nascimento de Gabriel, que se tornou membro da atual formação da banda de Joan, também mereceram destaque em sua narrativa.
A vida de Joan é um exemplo de quem andou sempre desafiado a decisões iminentes e resistiu bem, mantendo-se equilibrado, embora o custo psicológico submetido.
Produzido em 2023, possui 113 minutos.
Segue o trailer:
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