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domingo, 21 de outubro de 2018

Literatura


Dica de Leitura


O Dossiê de Odessa - Frederick Forsyth




Depois de assistir o filme (O Dossiê de Odessa), desconfiei que o livro continha mais e diferentes situações que a limitação de uma película determina; então fui atrás deste best seller; consegui um usado em bom estado da 2ª edição.
Realmente, a história do jornalista Peter Miller que ganha de um amigo policial o dossiê de um velho judeu  suicida, ganha corpo e detalhes no livro como a presença mais intensa da polícia secreta israelense, a Mossad e um final ainda mais interessante.
Desta forma, temos três epílogos diferentes: a da vida real (o nazista SS Edouard Roschmann morreu em 1977 no Paraguai) e as do livro e filme, que obviamente não revelarei aqui, porque ambas narrativas são o clímax de cada obra.
Escrevo apenas que o consagrado autor fez grande pesquisa, construindo sua ficção dentro de um contexto que está repleto de fatos verídicos, tornando a obra interessante não apenas por si só, mas pela quantidade de relatos reais acontecidos na Segunda Grande Guerra e dos desdobramentos dela nas décadas seguintes.
Escrito em 1972, o meu exemplar é da Editora Record, possui 274 páginas. Grande leitura.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Cinema



O Dossiê de Odessa - Direção de Ronald Neame


Muito bom filme produzido em 1974 em cima do best seller de Frederick Forsyth.
Ele conta a história de Peter Miller (Jon Voight), um repórter free-lancer que mora na Alemanha Ocidental.
 No dia em que Kennedy é assassinado, lá por Novembro de 1963, Miller andava no seu Jaguar esportivo, sua grande paixão, quando ouviu as sirenes da polícia e ambulância se dirigindo para um local próximo de onde estava.
Resolve acompanhar e encontra um amigo policial, Karl (Gunnar Möller) que relata não se tratar de "grande coisa"; o suicídio de um velho judeu.
Mais tarde, Karl entrega a Peter o diário do suicida, Solomon Tauber (Towje Kleiner), imaginando que não afetaria as investigações pela simplicidade do caso.
Miller se emociona e se interessa pelo o que está narrado no diário, as atrocidades sofridas pelos judeus alemães em Riga e, especialmente, pela triste figura do "Açougueiro de Riga", Edouard Roschamnn (Maximilian Schell).
O diário afirma no final que Roschmann, ao contrário do que se pensa, está vivo, então, após a desistência de vários jornais em avançar nas investigações, Miller resolve por conta própria ir atrás do facínora da SS.
Evidentemente, ele e Sigi (Mary Tamm), sua bela namorada, passam a ser vigiados pela Odessa, a organização que apóia os nazistas SS sobreviventes. Ao mesmo tempo, a Mossad, serviço secreto israelense, deseja por as mãos em Roschmann e conta com Miller para conquistar o intuito.
Miller é treinado para se passar por um soldado nazista que precisa da ajuda da Odessa, ganhar a confiança dos seus membros e chegar até Roschmann.
O filme é interessante pela enredo, mas principalmente, por mesclar ficção com personagens e fatos verídicos como é o caso do próprio Roschmann e Simon Wiesenthal, o principal caçador de nazistas.
Possui 130 minutos.
Segue o trailer:




quarta-feira, 5 de março de 2025

Literatura

Dica de Leitura

1964 - O Golpe - Flávio Tavares

Estamos diante de um livro excepcional, que já veio com ares de clássico. E não é exagero, porque seu autor é o jornalista e advogado Flávio Tavares, hoje com 90 anos e testemunha de vários momentos críticos da história brasileira, como o suicídio de Vargas, a eleição e renúncia de Jânio Quadros e a resistência à ascensão legítima de João "Jango" Goulart à presidência, o surgimento da Universidade de Brasília, sendo ele um dos fundadores, jornalista engajado na luta pelo cumprimento da lei, ou seja, a permanência de Jango, também, por ser preso e resgatado em troca da liberdade do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969.

Pois nesta obra, Tavares apresenta o mais completo dossiê sobre a ingerência decisiva dos EUA no golpe de 64, em especial, o fofoqueiro embaixador Lincoln Gordon, que tramou o tempo inteiro até mais do que Golbery, o militar da reserva, que criou institutos para planejar, formatar e fomentar as medidas para a instabilidade governamental. Para isso, recrutou junto a John Kennedy a vinda do militar de longos serviços prestados em diversos países, Vernon Walters, que esteve na Itália na Segunda Grande Guerra, onde conheceu Castelo Branco entre outros militares que depuseram João Goulart em 1964.

Com ampla documentação dos originais da intervenção ianque e detalhes de participações interessantes de brasileiros ilustres como Ildo Meneghetti, Magalhães Pinto, J K e futuros escritores como Rubem Fonseca na viabilização do golpe, o livro permite conclusões definitivas sobre pontos que até então eram passíveis de diferentes interpretações sobre os acontecimentos que levaram a um período triste da história brasileira.

Escrito em 2014, possui 316 páginas. O meu exemplar é da 4ª edição da L&PM.

Leitura obrigatória para os tempos que vivemos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Galeria



Galeria


Mary Tamm nasceu em 22 de Março de 1950 em Bradford, Inglaterra e faleceu em 26 de Julho de 2012 em Londres, Inglaterra. Alguns de seus filmes são: O Dossiê de Odessa (The Odessa File-1974), Comandos do Asfalto (Three Kinds of Heat-1987) e Sorted (Sorted-2000).